quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Ministério da Saúde inclui remédio para Alzheimer no SUS

 Ministério da Saúde inclui remédio para Alzheimer no SUS
Após avaliação, o Ministério da Saúde incluiu o medicamento memantina para casos de Alzheimer moderados e graves no SUS. A inclusão foi oficalizada nesta quinta-feira (9) em publicação no Diário Oficial. O medicamento já é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A memantina age impedindo a ação do excesso do glutamato nos neurônios. Altos níveis do composto facilitam a entrada do cálcio nas células neuronais, levando-os à morte. O medicamento foi indicado para casos moderados e graves. Não há indicação para casos leves. Para os casos graves, o composto deve ser combinado com medicamento inibidor de colinesterase, substância que inibe a ação de enzimas que destroem a acetilcolina, neurotransmissor atuante na memória. Já nos casos leves, a memantina pode ser usada isoladamente.
A recomendação da incorporação no SUS foi feita por comissão de avaliação em julho desse ano. O relatório concluiu que "apesar do tamanho do efeito ser pequeno, ele é significativo e influencia favoravelmente a qualidade de vida dos doentes e cuidadores", diz. O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que acomete 33% dos indivíduos com mais de 85 anos e compromete de mais de 35 milhões de pessoas no mundo. A condição leva ao declínio de habilidades cognitivas, como a memória e orientação no tempo e no espaço. Há também mudanças na personalidade e no comportamento, bem como prejuízos na habilidade de realizar funções diárias.

Vacinação contra febre amarela pode ser ampliada, diz ministro




O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse hoje (9) que se as suspeitas de febre amarela na capital paulista forem confirmadas, a vacinação poderá ser ampliada na cidade. Três macacos com a doença morreram na zona norte da cidade, mas nenhum caso foi notificado em humanos. A prefeitura, atualmente, investiga seis pacientes que apresentam os sintomas da doença – um deles vindo da África. Barros participou do Seminário Organizações Sociais de Saúde, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

“Se for o caso, vamos ampliar as áreas aqui em São Paulo, porque há uma migração da doença. Mas vamos ter que ter muita tranquilidade, calma, para que não haja uma busca desnecessária pela vacinação. Havendo necessidade e procura pela população, as vacinas estarão disponíveis”, afirmou o ministro, ao participar do Seminário Organizações Sociais de Saúde, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Os resultados dos casos suspeitos da doença na cidade devem sair em aproximadamente 10 dias. “Os sintomas da febre amarela são muito parecidos com os de outras doenças. O fato é que, em função dos episódios do ano passado, há um excesso de zelo, vamos dizer assim. A nossa vigilância vem evitar que aconteça uma a epidemia, como no ano passado”, disse Barros

A vacinação contra a febre amarela em São Paulo foi intensificada, abrangendo um cinturão de 500 metros em torno dos parques Horto Florestal e Anhaguera, na zona norte, onde macacos infectados foram encontrados. Ontem, a prefeitura anunciou que mais seis postos de saúde entraram na campanha, elevando para 43 o total de endereços disponíveis na região.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

90% dos casos de AVC decorrem de fatores que podem ser prevenidos


AVC (Acidente Vascular Cerebral) é a segunda causa de morte e a primeira de incapacidade no Brasil. Apenas em 2015, 100.520 pessoas morreram em decorrência da doença. Do total, 4.592 mortes foram de pessoas com menos de 45 anos, de acordo com os últimos dados catalogados pelo Ministério da Saúde, que registrou no mesmo ano 212.047 internações relacionadas ao AVC, que pode ser provocado por obstrução de artéria ou mesmo rompimento de vasos sanguíneos. As informações são da Agência Brasil. O total de casos e os problemas gerados por eles podem ser menores se forem adotadas medidas preventivas. "Trata-se de uma doença grave, autoimune e incapacitante, mas que tem uma grande capacidade de prevenção", afirma o diretor científico da ABN (Academia Brasileira de Neurologia), Rubens Gagliardi.Segundo a ABN, 90% dos AVCs estão ligados a fatores que podem ser modificados, por isso, a organização e outras parcerias, como a Rede Brasil AVC, aproveitam o Dia Nacional de Combate ao AVC, celebrado neste domingo (29), para chamar atenção da sociedade com a campanha "Qual o seu motivo para prevenir um AVC?".

Prevenção

Por meio de vídeos, panfletos e diversas atividades que ocorreram ao longo desta semana, as organizações apontam que é possível prevenir o AVC por meio das seguintes ações: controlar a pressão alta; fazer exercícios físicos moderados cinco vezes na semana; ter uma dieta saudável e balanceada com mais frutas e verduras e menos sal; reduzir o colesterol; manter peso adequado; não fumar e evitar exposição passiva ao tabaco; reduzir a ingestão de álcool; identificar e tratar a fibrilação atrial; evitar diabetes, adotando acompanhamento médico; e conhecendo mais sobre o AVC. "Essa campanha faz parte de uma iniciativa mundial que tem sido realizada desde que a Associação Mundial do AVC determinou o 29 de outubro como o Dia Mundial de Combate ao AVC. Em várias cidades do país, fazemos a campanha para a população. Os médicos saem às ruas e informam sobre o que é a doença, como se caracteriza o AVC, os principais sintomas, o que fazer em caso de ocorrência", explica Gagliardi, que avalia que é perceptível a melhora no conhecimento da população sobre o problema e, com isso, a diminuição das ocorrências.

'Riscômetro'

Para contribuir com a efetivação de medidas protetivas, a ABN sugere que profissionais de saúde tenham mais atenção e ofereçam tratamento preventivo aos pacientes com história prévia de doenças cardiovasculares. Isto porque um terço dos AVCs ocorre em pacientes com AVC ou AIT (Acidente Isquêmico Transitório) prévios. Medidas para controlar a pressão arterial e a fibrilação atrial são algumas das que podem dificultar a ocorrência do problema. A população em geral também pode fazer a sua parte. Além de adotar as medidas sugeridas, é possível conhecer o risco de sofrer um AVC, o que pode ser feito em diálogo com médicos e também usando a tecnologia, como o aplicativo gratuito "Riscômetro de AVC", que ensina a reconhecer os sinais de AVC e os hospitais que são Centros de AVC em todas as regiões, além de oferecer mais dicas de prevenção.

O Ministério da Saúde espera reduzir em 15% os óbitos por AVC e 10% por infarto como resultado das ações do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados, que tem a meta de tirar 28.562 toneladas de sódio dos alimentos processados até 2020. Até o momento, segundo o ministério, mais de 7 mil toneladas de alimentos já foram retiradas das gôndolas dos supermercados. Além disso, para reduzir o número de internações e óbitos no país por doenças crônicas, foi lançado o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, que tem a expansão da atenção básica como uma das principais ações de enfrentamento. Para concretizar a expansão, o Ministério da Saúde anunciou investimentos de R$ 1,7 bilhão para custear novos serviços oferecidos na atenção básica.

Idade

Rubens Gagliardi detalha que o AVC já chegou a ser a principal causa de morte no Brasil. Agora, apesar da diminuição dos casos, o que tem chamado a atenção é o crescimento da ocorrência entre pessoas mais jovens, com menos de 45 anos.Questionado quanto a uma possível tendência, ele ponderou: "É uma evidência. O estilo de vida das pessoas tem mudado. Hoje, o jovem fica mais exposto ao estresse, há muito uso de drogas ilícitas entre os jovens, encontramos muitos deles obesos. Esses fatores todos podem favorecer o AVC", indica. No caso dos mais jovens, o AVC também pode estar relacionado à ocorrência de lesão na parede do vaso que leva sangue para o cérebro, por exemplo, em caso de acidente de carro. No caso de crianças, os fatores mais comuns são as doenças genéticas, segundo o Ministério da Saúde. Com informações da Folhapress.

Menstruação atrasada pode não ser sempre sinal de gravidez


Muitas mulheres já passaram pelo susto que é o atraso da menstruação. Em alguns casos, o teste de farmácia pode dizer por que isso está acontecendo, mas quando não se trata de gravidez, o atraso pode significar outras coisas. Pequenas alterações no ciclo mestrual são comuns. Se você mexeu na rotina, está sobrecarregada no trabalho, não está dormindo bem à noite, passou por situações estressantes ou mudou sua alimentação, o atraso não é preocupante. No entanto, se ele for recorrente, pode ser um sinal para observar seus hábitos e estilo de vida. 

De acordo com a ginecologista Vanessa Marques Franco, o atraso menstrual precisa ser investigado quando a paciente com um ciclo regular passa um mês ou mais sem menstruar. A partir de três ciclos sem menstruação o quadro pode ser considerado preocupante. "Pode ser uma doença psiquiátrica, uso de medicamentos que impedem ovulação, ou até mesmo um tumor ou câncer, tanto local [ovariano] quanto em outras áreas, como a hipófise", diz o ginecologista. 

Mas antes de ficar assustada, veja as três razões mais comuns para o atraso da menstruação. No entanto, a visita ao ginecologista deve ser feita, bem como tomar cuidado com a rotina de sono e alimentação. 

1. Progesterona baixa: muitos casos de atraso estão ligados aos níveis baixos de progesterona. Depois dos trinta anos, é comum ter uma queda na produção do hormônio, mas se os níveis caírem muito, fique atenta ao cansaço fadiga, perda de memória, estresse, ansiedade, insônia, alterações de humor, depressão, infertilidade, dores de cabeça e enxaqueca, alergias repentinas a alimentos e dores musculares ou nas articulações. As mulheres que praticam muita atividade aeróbica também podem ter diminuição do hormônio, segundo Vanessa, a atividade física muito intensa pode estimular a região do hipotálamo a bloquear a menstruação. 

2. Síndrome dos ovários policísticos: o aumento de peso e a aparição de acne podem indicar um ovário policístico, de acordo com a ginegologista. É um problema ovariano bastante comum entre as mulheres, especialmente as mais jovens, no qual ocorre uma alteração hormonal com um aumento da testosterona e, na maioria das vezes, resistência à insulina. Entre os sintomas estão o ganho de peso, acne, queda de cabelo, aumento na quantidade de pelos, principalmente em lugares como face e barriga. Para tratar o problema é necessário consultar endocrinologista ou ginecologista e fazer um acompanhamento com um nutricionista. 

3. Menopausa precoce: ondas de calor, queda na libido, secura vaginal, irritabilidade antes dos 40 anos podem indicar um quadro de menopausa percoce. De acordo com site da revista Glamour, ela pode ser descoberta através de exame de sangue, quandoo o FSH (hormônio folículo-estimulante) está muito alto. É importante então praticar atividade física e cuidar bem da alimentação. Em alguns casos, a reposição hormonal também pode ser indicada.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Situação epidemiológica da tuberculose resistente é controlada no Brasil, diz OMS




O Brasil é um dos poucos países que apresentam alta carga de tuberculose e bom desemprenho no que diz respeito aos indicadores de incidência, com uma notificação de quase 90% de todos os casos no país. A informação foi divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no Relatório Global de Tuberculose. O documento, que revela os dados epidemiológicos da tuberculose no mundo, considerando 201 países e territórios que representam mais de 99% da população mundial e dos casos notificados de tuberculose, indica que a situação epidemiológica da tuberculose drogarresistente (TB-DR) no Brasil é controlada. Segundo a publicação, os dados estão relacinados a atividades de controle estabelecidas no país, entre elas a oferta do tratamento exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Desde a implantação do Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB), que detecta a resistência à rifampicina no momento do diagnóstico, o Brasil diagnosticou mais de 50% dos casos de TB multidrogarresistente estimados para o país pela OMS. O relatório indica ainda que a integração de uma agenda multissetorial de pesquisa no Brasil tem sido crucial para o enfrentamento da doença. Um exemplo reconhecido pela OMS é o engajamento entre o Ministério da Saúde, academia, organismos internacionais e agências de financiamento para otimizar a prestação de serviços de TB para as populações mais pobres e vulneráveis do Brasil, alavancando a plataforma nacional de proteção social existente. De acordo com a OMS, o Brasil figura como um dos países prioritários para o enfrentamento da tuberculose e da coinfecção TB-HIV. Isso significa que o país está entre os 48 países prioritários para a abordagem da tuberculose, tanto por ser considerado um dos países com maior número de casos da doença no mundo, como também por ser um dos países com maior número de casos de TB-HIV.

Pesquisa aponta 23 mil fungos e bactérias em celulares



Uma faculdade de Campinas (SP), Devry Metrocamp, fez uma pesquisa com celulares que identificou a presença de até 23 mil fungos e bactérias que podem provocar doenças como micoses, conjuntivite, intoxicações alimentares, infecções urinárias e respiratórias. A instituição ressaltou a necessidade da higienização dos aparelhos e que crianças e pessoas com sistema imunológico fragilizado devem ter mais cuidado ao utilizar os celulares. A pesquisa foi feita com 20 celulares, cinco tablets, capas de proteção dos aparelhos, 12 teclados e seus mouses. Segundo o estudo, entre as 74 amostras, a bactéria predominante foi a Staphylococcus aureus, presente em 43% dos objetos avaliados. O micro-organismo estar associado às infecções de pele, abcessos e infecções das vias aéreas superiores. Em casos específicos, pode causar meningite. De acordo com a faculdade, bolores e coliformes fecais também estavam presentes nos objetos. A especialista em biomedicina, Rosana Siqueira, orientadora da pesquisa realizada pela aluna Claudia Tonetti, apontou que as pessoas que se alimentam, coçam os olhos, roem as unhas, com as mãos contaminadas, aumentando o risco de contrair alguma coisa. A prevenção contra as doenças inclui o uso de álcool em gel e limpar os aparelhos com álcool ispropílico, que não danifica partes elétricas. (BNews)

Bahia tem 1,6 mil internados por câncer de próstata



Com a campanha do Novembro Azul, mês em que se promove a conscientização do câncer de próstata e incentiva o exame de toque, dados da Secretaria de Saúde do Estado revelam um alto índice de hospitalizações na Bahia. São 1.609 internações por neoplasia maligna da próstata até o mês de agosto deste ano. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, mais 61 mil novos casos devem ser diagnosticados no Brasil. Em território baiano, a estimativa é de mais 3.910, 740 só na capital. Os principais testes utilizados no mapeamento do câncer de próstata são o PSA, o exame digital da próstata, e o toque retal. Nenhum procedimento dispensa o outro e é onde mora o maior receio: muitos, ainda hoje, têm preconceito. Todos os homens a partir de 50 anos devem fazer o teste anualmente, mas o indicado é começar a partir dos 45. A descoberta tardia da doença pode diminuir drasticamente as chances de cura. Os principais fatores de risco para desenvolver a doença são o tabagismo, histórico familiar, obesidade, sedentarismo e má alimentação. (Bahia.Ba)