quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cacau pode ajudar a prevenir a diabetes, aponta estudo




Um composto do cacau, conhecido como monômeros de epicatequina (epicatechin monomers), aumenta a secreção de insulina de células específicas, segundo estudo realizado por pesquisadores da Brigham Young University (BYU). Este composto também pode ajudar a reduzir a obesidade e aumentar a capacidade de os animais conseguirem lidar com altos níveis de glIcose. As descobertas sugerem que este composto do cacau poderá ajudar a prevenir a diabetes tipo 2. Apesar de o estudo ter sido realizado em animais de laboratório, os cientistas dizem que os humanos também podem obter benefícios deste composto do cacau, mas precisariam evitar o açúcar e consumir grandes quantidades da fruta. Segundo o Daily Mail, o principal autor do estudo, Jeffery Tessem, destaca: “Provavelmente precisa comer muito cacau, e provavelmente não quer muito açúcar. É o composto do cacau que está procurando.” O co-autor, professor Andrew Neilson, acrescentou: "Estes resultados poderão nos ajudar no futuro a usar estes compostos de forma mais eficiente nos alimentos e suplementos para atrasar ou prevenir o desenvolvimento da diabetes tipo 2." (Noticias ao Minuto

Segundo estudo, carboidrato causa mais risco para coração do que carne





As gorduras não são os principais "assassinos" do coração, mas sim os carboidratos, é o que diz um estudo apresentado nessa terça-feira (29) no Congresso Europeu de Cardiologia, que ocorre em Barcelona, na Espanha. A pesquisa "PURE" (Prospective Urban Rural Epidemiology), conduzida pela Universidade de Hamilton, em Ontário, no Canadá, foi publicada na revista científica "Lancet" e questiona dezenas de estudos e trabalhos científicos já debatidos até agora sobre a prevenção da saúde cardíaca. De acordo com Mahshid Dehghan, pesquisador do Instituto de Pesquisa em Saúde da População da Universidade McMaster, "a redução da gordura não melhoraria a saúde das pessoas".No entanto, os benefícios resultariam da redução de glicídios, ou seja, carboidratos, e "do aumento da gordura total em até 35%". Os resultados das análises em mais de 135 mil indivíduos de 18 países de baixa, média e alta renda demonstram que a alta ingestão de carboidratos gera um grande risco de mortalidade cardiovascular". A ingestão de gordura, de acordo com os dados, está surpreendentemente associada a menores riscos. As pessoas que mais consumiram gordura apresentaram uma redução de 23% no risco total de mortalidade, além de ter 18% a menos de chances de sofrer um acidente vascular cerebral. Cada tipo de gordura foi associada a uma redução no percentual total dos riscos de mortalidade: saturada (-14%); monoinsaturada (-19%), poliinsaturadas (-29%). Entretanto, uma maior ingestão de gordura saturada também foi associada a uma redução de 21% no risco de um acidente cardiovascular (AVC). Com informações da ANSA.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Centro Antiveneno da Bahia é referência em toxicologia no Nordeste



Inaugurado pela Secretaria de Saúde do Estado em agosto de 1980, o Centro Antiveneno da Bahia (Ciave) completa 37 anos de fundação. Para marcar a passagem da data é realizada a 3ª Semana Estadual de Prevenção das Intoxicações na sede da unidade localizada no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), no bairro do Cabula, em Salvador. A programação, iniciada na manhã desta segunda-feira (28), conta com palestras, exposições de animais peçonhentos em estado de conserva e plantas tóxicas, distribuição de materiais educativos, além de ações sociais, a exemplo da doação de sangue pela equipe de profissionais do Ciave. As comemorações envolvem capacitação, fator importante para a melhoria do serviço prestado à sociedade. O centro, referência em toxicologia no Nordeste, é responsável pela regulação e controle das atividades ligadas à toxicologia e ao envenenamento em todo o estado. O Ciave atua no apoio a ações de toxico vigilância em parceria com instituições de vigilância sanitária e epidemiológica; distribuição de soro antiveneno para hospitais regionais, além de garantir orientações para prevenção, diagnóstico e tratamento de intoxicação para profissionais da saúde e os cidadãos necessitados, por meio do telefone 0800 284 4343. “O Ciave realiza um conjunto de serviços que possibilita mais conhecimento aos profissionais da saúde e, sobretudo, à população. Tiramos dúvidas, orientamos e, quando necessário, realizamos atendimentos. Temos setores de pesquisa que estudam e buscam soluções para a prevenção do envenenamento e intoxicação“, explica o diretor do Ciave, Daniel Rebouças. A insttitução também realiza atendimento presencial para pacientes que dão entrada na emergência do Hospital Roberto Santos. Além disto, desenvolve estudos sobre animais peçonhentos em estado de conserva, assim como em plantas venenosas. Os resultados servem de embasamento para atendimentos em seres humanos e animais. O Centro tem laboratórios dedicados à análise de sangue e urina para a obtenção de diagnósticos. Somente no ano passado, mais de dez mil pessoas foram picadas por escorpião, por exemplo. O número assusta, mas com o apoio do Ciave quase não houve mortes. Anualmente, o centro atende cerca de 7,5 mil ocorrências tóxicas, 16 mil acidentes por animais peçonhentos, além de 3 mil casos de intoxicação em geral, através de notificações recebidas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ocorridas em todos os municípios da Bahia.

Para isso, conta com equipe multidisciplinar com biólogos, psicólogos, enfermeiros, farmacêuticos, veterinários, toxicologistas e terapeuta ocupacional. Ao todo, são quarenta funcionários e 35 estagiários. “Estudo em universidade pública e vejo o Ciave como uma grande oportunidade de aprender na prática o que aprendo na teoria em sala de aula. Sem dúvida é um grande diferencial para a minha formação”, afirma a universitária, Louise Lima, estudante do curso de farmácia. A tentativa de suicídio é a segunda maior causa de intoxicação. De acordo com dados do Ciave, representa 22% dos casos, sendo a maioria por uso abusivo de medicamentos. Esta demanda de pacientes é atendida pelo Núcleo de Estudos e Prevenção do Suicídio (Neps), com acompanhamento psicológico e psiquiátrico. O público-alvo são pacientes com depressão grave, entre outros fatores de risco. “O Neps é um ambulatório de saúde mental que acolhe e atende pessoas que já tentaram o suicídio ou que tem potencial para fazer esta tentativa. Trabalhamos principalmente com a prevenção. Os atendimentos acontecem mediante agendamento que deve ser feito pelo telefone 3116-9440”, explica a coordenadora do núcleo, Soraya Carvalho.

Anvisa aprova novo tratamento para asma




A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, na última segunda-feira (21), a aprovação de um medicamento que oferece um novo tratamento para a asma. O Nucala é indicado para combater a asma eosinofílica em seu estágio grave nos adultos. Indivíduos com esse tipo de asma têm a presença de glóbulos brancos, conhecidos como eosinófilos, no sangue e nos pulmões. Esses glóbulos, normalmente, são responsáveis por proteger o organismo contra parasitas e agentes infecciosos. Com a doença a produção do eosinófilo fica prejudicada, causando inflamações graves nas vias aéreas pelo excesso dessas células no sangue ou nos tecidos do copo. Segundo a Anvisa, o Nucala (mepolizumab), bloqueia a proteína interleucina-5 no organismo. Esse bloqueio contribui na diminuição do número de eosinófilos na corrente sanguínea e nos pulmões, e ainda limitar a produção dessas células na medula óssea.

SUS joga fora R$ 16 milhões em medicamentos de alto custo


SUS joga fora R$ 16 milhões em medicamentos de alto custo
Quando descobriu, em 2008, que sofria de doença de Crohn - um mal crônico que ataca o intestino - não foi só o diagnóstico que preocupou o servidor público Raimundo Gonçalves Moreira, de São Paulo. Com a descoberta da doença, ele soube que precisaria tomar, a cada dois meses, cinco doses do medicamento Remicade. Cada ampola do remédio custa até R$ 5,1 mil. Logo, aos 63 anos, Moreira gastaria R$ 25,5 mil a cada 60 dias para manter o tratamento, um custo considerado impraticável por ele. "Se eu tivesse que comprar, teria morrido há muito tempo", conta. A vida de Moreira e de muitos outros brasileiros têm sido mantida graças a um programa do Ministério da Saúde chamado Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), que distribui medicamentos de alto custo - alguns deles ainda mais caros que os de Moreira. O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta cerca de R$ 7,1 bilhões por ano para comprar esses remédios. Mas pelo menos uma parte desse valor tem ido direto para o lixo.  Um relatório inédito da Controladoria-Geral da União (CGU), concluído em abril, mostra que 11 Estados e o Distrito Federal jogaram remédios fora em 2014 e 2015. As causas do desperdício, que chega a R$ 16 milhões, foram validade vencida e armazenagem incorreta. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, o valor perdido seria suficiente para custear o tratamento de Moreira por 104 anos. Os Estados em que houve descarte foram Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.
Perdas em série
Uma das situações mais graves identificadas pelos auditores da CGU aconteceu na Bahia: entre 2013 e 2014, cerca de 200 mil comprimidos de Olanzapina (usado no tratamento da esquizofrenia) tiveram de ser jogados fora. Por um erro de planejamento, os remédios foram comprados e acabaram vencendo antes que os pacientes do Estado pudessem tomá-lo. No total, foram R$ 3,5 milhões descartados em comprimidos vencidos.  No caso da Bahia, um simples controle do estoque teria evitado o problema. Como a demanda por determinados remédios varia, as farmácias do CEAF têm o direito de devolver medicamentos armazenados por elas até 15 dias antes da data de vencimento dos lotes. Feito o pedido, o material é trocado sem qualquer custo para o contribuinte.  No entanto, a Secretaria de Saúde da Bahia permitiu que os remédios estragassem em seus galpões. Questionada pela CGU sobre o problema, a pasta não respondeu.
Situação semelhante aconteceu no Rio de Janeiro. Ali, perderam-se 1.104 frascos de um medicamento chamado Boceprevir 200 mg, usado para o tratamento da Hepatite C - cada unidade custa ao governo R$ 6.102,98, segundo a tabela de aquisição de medicamentos do SUS.  Neste caso, a Secretaria Estadual de Saúde disse à CGU que os medicamentos já chegaram próximos do prazo de vencimento, por serem importados, e que a prática é fazer um pedido de reposição quando isso ocorre - mas não esclareceu se os frascos de Boceprevir foram trocados.  No total, a auditoria da CGU encontrou perdas que chegam a R$ 16,07 milhões. A estimativa é da reportagem da BBC Brasil a partir dos dados do relatório aos quais a reportagem teve acesso, já que a CGU não consolidou o valor das perdas financeiras.  As perdas alarmam, mas não são o único problema do programa. Em 14 Estados, o controle de estoque simplesmente não correspondia aos remédios que realmente estavam armazenados. Ou seja: produtos foram retirados ou entraram nos estoques sem que tenham sido registrados oficialmente pelos responsáveis - o que deixa uma porta aberta para mau uso de dinheiro ou produto público.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Santa Catarina tem primeiro caso de leishmaniose visceral humana



Coleiras com ação repelente são forma de prevenção aos cães



Florianópolis registra o primeiro caso do Estado de leishmaniose visceral em humanos. O paciente, um homem de 53 anos, é morador do bairro Saco dos Limões e está internado desde o dia 9 de agosto, no Hospital Universitário. Seu estado, segundo a secretaria de Saúde da Capital, é considerado estável. A doença, que já tinha casos registrados em cães, hospedeiros do parasita, é grave e pode levar à morte.

O professor e pesquisador Mário Steindel, que atua no Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) acompanha o caso e reforça a gravidade da patologia. O diagnóstico inicial da doença foi feito pelo laboratório do HU e MIP e depois confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

— Essa doença é grave, se não tratada tem risco enorme de óbito. Ele vai ter que ficar internado por algum tempo — diz Steindel.

Brasil deve gastar entre US$ 9,3 bilhões e US$ 34,9 bilhões com microcefalia, estima ONU



Doença associada ao zika vírus, a microcefalia deve gerar gastos estimados em US$ 28,9 bilhões na América Latina e Caribe. A conclusão é fruto de um estudo do Programa das Nações Unidas (ONU) em parceria com a Federação Internacional da Sociedade da Cruz Vermelha. De acordo com a pesquisa, só o Brasil deve consumir de 40% a mais de 90% do custo total previsto, o equivalente a US$ 9,3 bilhões e US$ 34,9 bilhões respectivamente. Segundo informações d'O Globo, a avaliação usou casos do Brasil, Colômbia e Suriname para traçar as estimativas regionais, considerando taxas de infecção conservadoras, médias e elevadas. O relatório explica que a maior concentração no Brasil ocorre por conta do tamanho da população e também pela probabilidade de filhos de grávidas com zika nascerem com má-formação. Maior entre os países com médias estimadas, a taxa do Brasil é de 10,67%. "Foi feita uma modelagem matemática sujeita a todas as imprecisões e condições de temperatura e pressão. É uma probabilidade, de cada 100 mulheres grávidas infectadas, 10 podem desenvolver complicações do vírus do feto. Podem, não vão", explicou João Paulo Toledos, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. De acordo com a publicação, os dados apontados pela ONU indicam que o custo de cada caso no Brasil é de US$ 890 mil.

STF julga comercialização de cigarros com aroma e sabor

STF julga comercialização de cigarros com aroma e sabor
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quinta-feira, 17, uma ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) contra resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe a comercialização de cigarros que contêm aroma e sabor. O processo é de relatoria da ministra Rosa Weber. Em memorial obtido pela reportagem, a Advocacia-Geral da União (AGU) alega que qualquer política de controle do tabaco, "além de protetiva da saúde, é também uma política econômica e social que contribui para o desenvolvimento nacional".  O memorial foi enviado aos 11 ministros do STF no início desta semana. De acordo com a AGU, o tabagismo causa uma despesa anual de R$ 56,9 bilhões para o Brasil - R$ 39,4 bilhões seriam gastos com tratamento de doenças relacionadas ao tabaco e R$ 17,5 bilhões de custos relacionados com a perda da produtividade de trabalhadores, com mortes prematuras e incapacitação de empregados.  "A arrecadação de impostos com a indústria de cigarros é de R$ 12,9 bilhões, o que significa, na verdade, que o País sofre um prejuízo de R$ 44 bilhões ao ano", alega o órgão.
A AGU também alerta no documento que 256.216 pessoas morreram por causas relacionadas ao tabaco em 2015 - o que representaria em torno de 12,6% dos óbitos de pessoas maiores de 35 anos.  Segundo a AGU, os aditivos em questão pretendem tornar os cigarros mais atrativos para crianças e adolescentes, potencializar o poder da nicotina e mascarar a poluição ambiental, "objetivando maior aceitação do uso do tabaco em ambientes coletivos e também pelo próprio fumante".  "O que se vedou foi apenas a introdução de insumos estranhos ao produto, com o intuito de alargar a base de consumidores, escondendo características maléficas do cigarro. Isto é, não se está proibindo os aditivos tidos por essenciais para a fabricação de cigarros, mas apenas aqueles que alterem o sabor e o aroma desses produtos", sustenta a AGU.
Ação genérica:  A Confederação Nacional da Indústria, por sua vez, argumenta que a atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) viola os princípios da legalidade, da separação dos Poderes e da livre iniciativa. Segundo a confederação, a proibição de aditivos foi feita de "forma genérica", com efeitos sobre toda a cadeia produtiva do tabaco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONACS: Convocação Geral de 15 a 17/08/17. Relatório final da PEC 22






Juntos Somos Mais Fortes! Somente a luta, a busca pela garantia de direitos pode fazer a diferença, transformando a realidade atual em resultados que nos sejam favoráveis.

domingo, 13 de agosto de 2017

Contra a corrente, avança a dieta com base em gorduras



Ter uma alimentação rica em gordura para emagrecer. A proposta da dieta cetogênica pode parecer estranha, mas tem atraído a atenção de muitas pessoas interessadas na rápida perda de peso com um cardápio que inclui produtos que não costumam entrar na rotina fitness, como abacate e alimentos processados. Só que atingir o objetivo não é fácil, de modo que especialistas recomendam orientação médica para montar o plano de alimentação: além da dieta ser restritiva, é necessário reduzir de forma agressiva o consumo de carboidratos, o que pode afetar desde o humor até a saúde do paciente. As duas primeiras semanas foram as mais difíceis para a motorista de aplicativos Renata Bispo, de 31 anos, que mudou sua alimentação há 40 dias. No período, ela perdeu 9,2 quilos, e sua meta é uma redução de 30 quilos, que pretende atingir em dois meses e meio."Comemos alimentos que saciam, mas, como não posso comer carboidratos, sinto irritação e mau humor. Perdi 3 quilos na primeira semana e na segunda sofri muito. A partir da terceira, estava adaptada e, hoje, estou seguindo", afirma. Renata, que pesa atualmente 106 quilos, conta que antes de iniciar a dieta buscou a orientação de um especialista. "Com o meu histórico de problemas com peso, procurei uma nutricionista, até porque é uma dieta restritiva e complexa. Fiz exames, ela avaliou meu histórico e minha rotina e decidiu que seria a cetogênica." A motorista diz que os alimentos que fazem parte da dieta se encaixam com a sua rotina. "Não tenho tempo nem disciplina. Se eu precisar comer fora, posso pegar um grelhado e folhas e vegetais com bastante fartura. Então, quando não dá tempo de montar a marmita, não fica caro."


Energia


Médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Durval Ribas Filho explica que a dieta cetogênica faz com que o corpo deixe de utilizar os carboidratos como fonte de energia. Nessa troca, a fonte energética passa a ser a gordura, e a pessoa acaba emagrecendo. Embora a liberação para comer alimentos ricos em gordura pareça tentador, Ribas Filho alerta que a dieta não é adequada para qualquer pessoa. "Existe uma série de contraindicações: insuficiência cardíaca, diabete tipo 1, transtorno bipolar, hipertireoidismo, insuficiência renal, depressão, cirrose, anorexia nervosa, bulimia nervosa, câncer, tuberculose ativa, uso prolongado de corticoide e gestação." No ano passado, a gerente de marketing Natália Magalhães, de 28 anos, engordou 13 quilos após se mudar do Rio para São Paulo. Com a orientação de uma endocrinologista, fez a dieta por três meses e conseguiu perder o peso que havia ganhado. "Essa era uma dieta que conseguia fazer trabalhando fora, porque tem restrição de carboidrato, mas em todo lugar você consegue encontrar os ingredientes que fazem parte da cetogênica. Sempre tem uma proteína com salada e, mesmo saindo com os amigos, conseguia pedir alguma coisa. Eu podia tomar um copo de vodca, porque era liberado, e não deixei de lado minha vida social." Natália conta que dribla a redução de carboidratos na alimentação pesquisando substituições e receitas saborosas com os ingredientes que estão liberados. "Descobri uma pizza com a massa de couve-flor com parmesão, tem uma panqueca fácil que faço de manhã antes de trabalhar, pãozinho de clara. A única coisa que morro de falta é batata."


Procura


Clínicas e profissionais consultados pela reportagem afirmam que a busca pela dieta é crescente. O aumento da procura no último semestre triplicou, segundo a médica nutróloga especializada em emagrecimento e obesidade Liliane Oppermann. "A dieta cetogênica está fazendo muito sucesso porque as pessoas querem resultados rápidos. E quando falamos de dieta, que é diferente de reeducação alimentar, estamos focando os resultados. Uma vez com resultado rápido, a pessoa já está motivada a seguir as transformações necessárias para manter o peso", explica. Ione Leandro, nutricionista do departamento científico da Onodera, notou um aumento de 15% em relação ao ano passado. Os pacientes costumam ser pessoas que iniciaram o plano alimentar por conta própria e não se sentiram bem. "O ideal é ter um acompanhamento. Precisa ver altura, peso, objetivo, gasto calórico. A pessoa pode sentir cansaço e ter aumento do colesterol, há risco de problemas cardiovasculares e hiperglicemia e até depressão." Segundo Edson Ramuth, médico especializado em emagrecimento e estética da Emagrecentro e integrante da Sociedade Brasileira de Nutrologia, o acompanhamento da dieta inclui cuidados específicos. "Indicamos que a dieta cetogênica seja feita por até seis meses. Entre os cuidados está a reposição de substâncias como potássio, cálcio, magnésio, sal e vitaminas durante o tratamento. Também deve ser evitadas atividades físicas intensas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Entenda as possíveis causas e tratamentos para dores crônicas



A dor é uma reação fisiológica desagradável mas necessária para nossa sobrevivência: sentimos quando nos machucamos e isso nos faz ficar alerta para que não voltemos a nos machucar daquela maneira novamente. Além disso, a dor serve para nos avisar que algo não está bem, podendo indicar doenças que, de outra forma, passariam despercebidas. No entanto, sentir dor por tempo prolongado não é normal. Saiba quais podem ser as causas das chamadas dores crônicas e como devem ser tratadas. A geógrafa Amanda Mendes nasceu com uma deficiência em uma das vértebras da coluna devido a má-formação enquanto ela ainda era um feto na barriga da mãe. Essa condição permaneceu desconhecida por muito tempo quando, por volta dos 15 anos, se manifestou através de muitas dores. Foram quatro anos de sofrimento se consultando com médicos que não descobriam o problema e prescreviam medicamentos errados. “Passei por vários tratamentos com medicações que só funcionavam por breves períodos. Depois de um tempo a dor voltava, pois eu continuava fazendo atividades que as desencadeavam. Foram anos complicados!”, relata Amanda. Por volta dos 18 anos, enfim, descobriram a causa e ela pôde evitar as atitudes que lhe causavam tanta dor. O médico lhe aconselhou fazer hidroginástica, porém ela não iniciou esse tipo de tratamento por conta do alto custo. As dores podem ter origem neuropática, isto é, decorrentes de lesão no nervo, como é o caso de traumas; há também as dores nociceptivas, causadas por um estímulo nocivo em algum tecido do corpo, como ocorre na tendinite; e lesões nas articulações devido ao excesso de traumas. Dores crônicas neuropáticas podem ser decorrentes de traumas, mas essa não é a única causa. O presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), doutor Irimar Posso cita exemplos de outras: “Diabetes mal-cuidada pode lesionar os nervos, geralmente da perna; fumantes crônicos também têm dores crônicas neuropáticas nas pernas; pessoas que passam por quimioterapia ou estão submetidos a tratamento para AIDS podem, também, sentir dores crônicas neuropáticas”. Não há um consenso entre a comunidade médica sobre o tempo que caracteriza uma dor crônica. De modo geral, dor aguda é aquela que tem duração de, no máximo, um mês. Até três meses a dor está em processo de cronificação e, acima desse período, já é considerada dor crônica. Há ainda especialistas que dizem que dor aguda é aquela que passa com a cura da lesão, enquanto a crônica seria aquela que persiste após a lesão sarar.

As causas são multifatoriais e variam de acordo com a origem da dor: predisposição genética, sedentarismo, esforço repetitivo, má-postura, idade, peso, entre outras. Algumas são inevitáveis, mas há aquelas que podem ser prevenidas, como explica o médico Alexandre Fogaça, do Grupo de Coluna do Hospital das Clínicas: “As que a gente tem controle são: ter peso condizente com nossa altura para não forçar demais as articulações, manter boa postura no dia a dia e praticar atividade física regularmente”. Infelizmente, o caso da decoradora Rosana Portela foi um dos inevitáveis. Tudo começou com uma torção no pé que rompeu o ligamento e, com o tempo, desgastou a cartilagem. Assim como Amanda, Rosana passou por muitos diagnósticos equivocados antes de descobrir o que realmente estava lhe causando tanta dor: artrite reumatoide, uma doença autoimune em que o sistema imunológico do próprio corpo ataca tecidos do organismo. No caso dela, de suas articulações.

A doença lhe obrigou a passar por uma cirurgia para colocar três pinos no pé, os remédios lhe causaram apneia, ganho de peso e até alergia. No entanto, não foram apenas os efeitos em seu corpo, que já foram um pesadelo grande o bastante, que ela teve de enfrentar. “Eu faltava no trabalho porque não conseguia andar. Como dói muito, ela [a doença] vai te minando o físico e o emocional, você chora sem motivo, aí além disso eu não tinha energia para levantar da cama”, conta. A carga emocional foi tamanha que Rosana chegou a ter depressão por mais de um ano. O médico Irimar explica que, em alguns casos, pessoas que sofrem de dores crônicas necessitam de acompanhamento psicológico, pois as limitações fazem com que os pacientes se tornem reclusos e deixem, gradualmente, de realizar quaisquer tarefas. Rosana agora passa por uma infusão de medicamento na veia todo mês. Ela procurou fazer o tratamento através do Sistema Único de Saúde, uma vez que é extremamente caro. Agora ela segue um cronograma de acompanhamento anual, dosagens de medicamentos mensais e exames de três em três meses. Dores crônicas nas articulações, as mesmas com as quais Rosana convive, são muito encontradas em atletas de alto rendimento por conta do excesso de traumas. Mas, com ela, a causa foi a doença autoimune e não o esporte. Pois, como ela disse, “eu sei que está totalmente errado, mas não tenho tempo livre para fazer exercícios físicos”.

Conheça os sintomas da falta de vitamina D, mais comum no inverno



Durante as estações mais frias do ano, verificamos maior incidência de deficiência de vitamina D em nosso meio. Há, evidentemente, um aumento do uso de roupas fechadas e diminuição da exposição corporal por raios UVB, o que compromete a absorção de vitamina D pela pele. Estima-se que no período de meados de maio até setembro, a deficiência de vitamina D (níveis < 20 ng/mL) na população paulista se eleve de 39% para 77%, segundo levantamento da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo.Os níveis baixos de vitamina D prejudicam as defesas do organismo e bom funcionamento do sistema endócrino, aumentam dos casos de resistência insulínica e diabetes tipo 1 e propensão de doenças ósseas, cardiovasculares, autoimunes e até alguns tipos de câncer, como mama , colón, e pâncreas. Dados mais recentes sugerem que níveis de 25OHVD > 40ng/mL parecem ter benefício na prevenção de câncer e esclerose múltipla.

Para driblar essa situação, o médico endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, especialista titular pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Frederico Maia selecionou algumas informações que te ajudarão a passar pela estação com o nível adequado de vitamina D, entenda:

Os principais sintomas da falta de vitamina D são genéricos, por isso, fique atento:

Após os 20 anos de idade o organismo vai perdendo, ano após ano, a capacidade de absorção de vitamina D. Os principais sintomas dessa ausência são: dor ou sensação de fraqueza osteomuscular, fadiga e cansaço, aliados a queda intensa de cabelo e unhas consideradas “fracas”. Se os sintomas forem persistentes, procure um médico e descubra o seu nível de vitamina D (25-OH-VD) no exame simples de sangue.

Toda faixa etária merece atenção!

De acordo com estudo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, na cidade de São Paulo, 85% dos idosos possuem valores inadequados de Vitamina D. Os jovens não ficam trás, apenas metade da população de jovens não necessita ajustar os níveis da vitamina no corpo. A tabela de níveis adequados de 25(OH)VD no sangue é:

Deficiente Insuficiente Suficiente

0 – 20 ng/ml 20 a 29 ng/ml Acima de 30 ng/ml

Existem fontes alternativas ao sol para consumir a vitamina D

Além da luz solar, existem algumas maneiras para suprir a vitamina D no organismo. Com a alimentação é possível equilibrar os níveis, desde que o consumo esteja adequado as necessidades diárias do organismo, conforme a faixa etária. Alguns alimentos como salmão, sardinha, atum, ovos e cogumelos são algumas das principais fontes do pró-hormônio. Em casos específicos, podem ser necessárias a reposição com suplementos de vitamina D em doses variadas conforme cada caso, e de acordo com a avaliação médica. Essa alternativa possui a vantagem da praticidade, mas é necessário que a dose suplementada seja recomendada por um médico.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Paciente com câncer poderá ter isenção no IPVA



Pessoas em tratamento de câncer na rede pública de saúde poderão ter isenção no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). As novas regras foram trazidas pela Lei nº 19.802/2017, publicada no Diário Oficial do Estado, em suplemento no dia 04 de agosto. A mudança terá validade após 60 dias da publicação, ou seja, a partir de novembro.

O benefício só vale nos casos de veículos adquiridos por pessoas em tratamento de câncer na rede pública de saúde, seja municipal, estadual ou federal. Além disso, a norma prevê que a isenção será concedida desde que seja automóvel de passageiros, de fabricação nacional, equipado com motor de cilindrada não superior a dois mil centímetros cúbicos e de valor não superior a R$ 70 mil.

Antes, a isenção era concedida apenas para os casos de pacientes com sequelas do câncer, conforme normas do Departamento Nacional de Trânsito (Detran). A partir dessa lei, o benefício foi expandido para qualquer paciente em tratamento da doença.
De acordo com o gerente do IPVA na Sefaz, Nivaldo Borges Damasceno, para contar com o benefício, a pessoa deve apresentar laudo médico constando o Código Internacional de Doenças (CID) e o número do registro do médico no Conselho Regional de Medicina (CRM).

SUS oferece diagnóstico e tratamento gratuitos contra a leishmaniose Cura


Tratamento da leishmaniose tegumentar consiste na aplicação de injeções do medicamento de forma subcutâneaPessoas com sintomas da doença podem procurar unidades básicas de saúde para realizar procedimentos necessários



Tratamento da leishmaniose tegumentar consiste na aplicação de injeções do medicamento de forma subcutânea
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A leishmaniose não é considerada uma doença que mata, mas deve ser tratada o mais rápido possível para evitar complicações e facilitar a cura do paciente. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico e tratamento gratuitos para a população contra os dois tipos da doença: tegumentar e visceral.

Ao primeiro sintomas, o paciente deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima para avaliação médica. Confirmado o diagnóstico, o tratamento é feito com uso de medicamentos específicos e eficazes.

No caso da leishmaniose tegumentar, que é caracterizada por úlceras na pele e mucosas, a medicação usada hoje em dia no Brasil é o antimoniato de meglumina.

Desde 2014, o Ministério da Saúde adota o tratamento intralesional, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI). Ele consiste na aplicação de injeções do medicamento, em menores doses, de forma subcutânea, diretamente nas feridas.

Segundo o pesquisador e chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses (LaPClinVigiLeish) do INI, Armando Schubach, essa forma de se administrar a medicação trouxe benefícios ao tratamento.

“Ao analisarmos a notificação de óbitos por leishmaniose, percebemos que mais de uma centena de pessoas perdem a vida por uma doença que não mata. Ou seja, provavelmente o tipo de tratamento está envolvido. Por isso, resolvemos priorizar um tratamento menos tóxico e menos agressivo, sempre resguardando a segurança do paciente e, após mais de 30 anos de estudo, percebemos que estamos no caminho certo”, diz.

Leishmaniose visceral

Para o tratamento da leishmaniose visceral (LV), que causa febre e atinge áreas como o fígado e o baço, são utilizados três fármacos, a depender da indicação médica: o antimoniato de N-metil glucamina, a anfotericina B lipossomal e o desoxicolato de anfotericina B.

Os medicamentos utilizados atualmente para tratar a LV não eliminam por completo o parasita nas pessoas e nos cães. Por esse motivo, o tratamento da leishmaniose visceral canina (LVC) traz riscos para a saúde pública por contribuir com a disseminação da doença. Os cães não são curados parasitologicamente, permanecendo como reservatórios do parasita, além de haver o risco de desenvolvimento e disseminação de cepas de parasitas resistentes às poucas medicações disponíveis para o tratamento da leishmaniose visceral humana.

No entanto, no Brasil o homem não tem importância como reservatório, ao contrário do cão. Dessa forma, nos cães, o tratamento pode até resultar no desaparecimento dos sinais clínicos, porém esses animais ainda continuarão como fontes de infecção para o vetor e, portanto, um risco para saúde da população humana e canina.

A recomendação para cães infectados com a Leishmania infantum chagasi é a eutanásia, que deve ser realizada de forma integrada com as demais orientações do Ministério da Saúde.
Limpeza é essencial para combater leishmaniose

SUS passa a oferecer testes rápidos para dengue e chikungunya


OSistema Único de Saúde passará a oferecer testes rápidos para identificação da dengue e da chikungunya. A medida que inclui os testes na tabela do SUS foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (10). A decisão considerou a necessidade de otimizar o diagnóstico laboratorial. Serão disponibilizados aos estados e municípios dois milhões de testes rápidos imunocromatografia qualitativa (IgM/IgG) para dengue e um milhão de testes rápidos imunocromatográficos IgM para chikungunya. Teste do Zika Vírus: O SUS já oferece o teste rápido para o zika vírus. É feito em gestantes e nas crianças que têm até 1 ano de idade, com resultado em até 20 minutos. O objetivo é verificar a possível contaminação e possibilitar imediato acompanhamento do caso. São 2 testes em 1. O primeiro identifica se o cidadão está com o vírus, já o segundo observa se ele já foi portador do vírus em alguma fase da vida. Com informações do Portal Brasil.

Ministério quer prontuário eletrônico em todas unidades de Saúde até fim de 2018




O Ministério da Saúde pretende implantar prontuário eletrônico em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Brasil até o fim de 2018. A previsão faz parte da nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), anunciada nesta quinta-feira, 10, pelo ministro Ricardo Barros, que traz a obrigatoriedade do sistema. Atualmente, menos da metade das unidades (37,5%) usa a ferramenta. O investimento previsto pela pasta para a informatização das unidades é de R$ 1,5 bilhão por ano, incluindo a biometria. De acordo com o Ministério, os agentes de saúde também receberão tablets e smartphones para inserção de dados. Segundo o ministro Ricardo Barros, a expectativa é de que a informatização ajude a reduzir as filas das unidades de saúde, pois o cidadão poderá acompanhar a marcação de consultas através do prontuário. Pelas diretrizes da nova PNAB, os dados do paciente serão cadastrados na hora, o que diminuiria o risco de perdas de fichas e atraso no lançamento de informações. Além disso, a informatização de todas as unidades também poderia contribuir para a integração do sistema. A proposta da nova PNAB permite ao usuário ser atendido em mais de uma UBS, e não apenas na que estiver mais perto de sua casa. Com a mudança, o paciente poderá escolher ser atendido perto do local de trabalho, por exemplo, ou em outra localidade.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Dor aguda na região lombar pode ser indício de pedra nos rins


Nem sempre aquela dorzinha aguda nas costas pode ser resultado da má postura ou excesso na prática de atividades físicas. O incômodo súbito, de intensidade severa, similar à cólica e que se irradia, geralmente, para um dos lados do abdome, pode ser sintoma de um problema, que segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, afeta 12% dos homens e 6% das mulheres: o cálculo renal. Comumente chamada de pedra nos rins, a doença apresenta sintomas miccionais, como a sensação de que a bexiga não esvazia, inquietação, além de náuseas e vômitos.

Colesterol mata milhões de pessoas no mundo




O colesterol alto é responsável pelo surgimento de doenças cardiovasculares como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, as duas doenças juntas matam 17,5 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, a estimativa é de que elas sejam a causa da morte de 300 mil pessoas a cada ano. Para conscientizar a população sobre esse grave problema, em 8 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. O Ministério da Saúde divulgou dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2014 informando que 1,3 milhão de moradores da Bahia com mais de 18 anos apresentam colesterol alto, o que representa 13% da população adulta. Desses, 15% das mulheres e 10,7% dos homens. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os níveis ideais de colesterol no sangue são de 70mg/dL, não ultrapassando 100mg/dL. De 160 a 189 já é considerado alto e acima de 190 muito alto.

Número de casos de meningite na Bahia teve redução de 25%



A morte do bailarino Caíque Borges, 23 anos, na última segunda-feira (8), vítima de meningite, colocou a população em alerta para a doença. Mas, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), os dados são positivos. De janeiro ao dia 15 de julho deste ano, na Bahia, foram confirmados 210 casos de meningites, representando uma redução de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação a óbitos, a redução foi de quase 48%. O tipo da doença que levou o jovem Caíque à morte trata-se da não bacteriana, de difícil diagnóstico, mas sem risco de contágio. “O paciente foi atendido uma vez no Hospital Couto Maia e não foi feito o diagnostico de meningite. No retorno, pela segunda vez, houve a suspeita. O paciente foi internado, mas foi a óbito”, explicou a Sesab. O sepultamento aconteceu no fim da manhã de ontem (8), no Cemitério Bosque da Paz, em Nova Brasília. A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Existem diversos tipos de meningite, e para cada um deles há causa e sintomas específicos. Doença contagiosa, a meningite pode ser causada por vírus, bactérias e fungos, entre outros agentes infecciosos.

domingo, 6 de agosto de 2017

Programa Farmácia Popular fecha as portas em todo o país


As unidades de Farmácia Popular fecharam em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, os gastos para o programa que atendia cerca de nove milhões de pessoas chegavam a R$ 100 milhões por ano. A partir de agora, toda a verba será gasta na compra de remédios, e o governo anuncia que deve repassar o acréscimo de 10% diretamente aos estados ou municípios. O governo federal alega que os custos dos aluguéis e funcionários das farmácias populares consumiam 80% dos recursos do programa e que tomou a decisão para poupar dinheiro e conseguir comprar os medicamentos. Agora, alguns destes remédios podem ser retirados nas farmácias credenciadas que já atendem ao programa e outros apenas nos postos de saúde.

Medicamentos de uso contínuo: Apesar de ser uma alternativa, as farmácias privadas conveniadas têm uma lista de remédios mais baratos mais restrita. A preocupação da população é que a boa parte dos medicamentos retirados são de uso contínuo, isto é, não podem ter o uso interrompido. De acordo com o ministério, remédios para asma, hipertensão e diabetes representam mais de 90% da demanda.

Bahia: As farmácias populares que funcionavam na Bahia, por meio de convênio entre Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e Ministério da Saúde, encerraram as atividades em 2015, sendo um dos motivos a comercialização dos ativos da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), onde estavam instaladas. Por ano, as unidades consumiam recursos da ordem de R$ 7,6 milhões, enquanto as receitas totalizavam aproximadamente R$ 1,1 milhão. Dos 112 medicamentos disponíveis nas unidades da Rede Baiana de Farmácia Popular do Brasil, a maioria é disponibilizada dentro Programa da Assistência Farmacêutica Básica, que envolve estado e municípios, e é encontrada, em sua maioria, nos postos de saúde. De acordo com a Sesab, medicamentos para diabetes, hipertensão e asma são distribuídos gratuitamente em mais de 800 farmácias credenciadas à rede.

Apenas 10% dos brasileiros se preocupam com câncer de próstata, aponta pesquisa



Uma pesquisa realizada pelo Datafolha revelou que apenas 10% dos torcedores homens brasileiros se preocupa com o câncer de próstata. Encomendada pela Sociedade Brasileira de Urologia, o Instituto Oncoguia e a Bayer, o levantamento mostrou ainda que 29% deste público se preocupa com o câncer em geral, enquanto 20% estão atentos a doenças cardiovasculares. Foram entrevistados homens que frequentam os estádios de futebol, com o objetivo de identificar motivos que impedem os brasileiros de cuidar da própria saúde. Apesar de 76% identificarem o toque retal como um exame importante para o diagnóstico da doença, cerca de 48% dos entrevistados afirmaram acreditar que o machismo é o principal motivo pelo qual os homens não fazem o exame. Além disso, outros 21% disseram não considerar o procedimento "coisa de homem" e 12% apontaram a vergonha e o constrangimento como impeditivos. "Tais dados confirmam a necessidade de trabalhar a conscientização da população a fim de promover a prevenção e o cuidado com a saúde. O brasileiro precisa entender que o exame de toque é um procedimento simples, indolor e rápido, e que acima de tudo é essencial para o diagnóstico de qualquer alteração da próstata", afirmou Archimedes Nardozza, Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia. Os resultados mostraram ainda que, embora 62% dos entrevistados afirmem já ter ido ao urologista, 34% não fazem o acompanhamento recomendado pelos médicos pois se consideram saudáveis. Entre os entrevistados com mais de 60 anos, cerca de 27% nunca fizeram o exame de toque.

Projeto cria o cartão digital de vacinação


A Câmara dos Deputados analisa a criação do Cartão Digital de Vacinação, que será administrado pelo Ministério da Saúde e reunirá informações sobre o lote, o fabricante, bem como o local e a data de aplicação da vacina. Pelo texto, as informações serão inseridas tanto pelo sistema público quanto pelo privado de vacinação e deverão estar disponíveis para consulta na internet e em smartphones. A criação do cartão digital está prevista no Projeto de Lei 6917/17, do deputado Aureo (SD-RJ). Ele argumenta que a maioria das doenças endêmicas decorre de condições precárias de vida, como a falta de saneamento básico, e de falhas no planejamento e no controle do processo de vacinação. “O objetivo do cartão digital de vacinação é otimizar ações sanitárias, conscientizando a população e racionalizando a compra de vacinas”, disse. O projeto prevê que o Ministério da Saúde deverá utilizar as informações do cartão digital para planejar campanhas de conscientização e aquisições de vacinas.

Tramitação: O projeto deverá ser analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. No entanto, há requerimento de urgência para que o texto seja votado diretamente em Plenário.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

'Primeira vacina do bebê': Especialista reforça que nenhuma fórmula substitui leite materno





Padrão ouro na alimentação infantil. Essa é a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para o leite materno. As duas entidades recomendam a amamentação imediata após o nascimento e o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê. Após o primeiro semestre, deve-se incluir alimentos nutritivos como complementação ao leite. Posteriormente, até os 2 anos de vida da criança, o leite materno deverá servir como complemento à alimentação. "Qualquer outro leite que for usado em substituição ao leite materno vai fugir desse padrão ouro. As fórmulas que existem no mercado são à base de proteína de uma outra espécie e há uma tentativa de adaptá-las para os seres humanos filhotes, os bebês. É óbvio que essa adequação é muito difícil de ser feita e uma fórmula jamais vai trazer os fatores imunológicos, que só estão presentes realmente no leite fresco da própria espécie", afirmou a pediatra e neonatologista Ana Paz. Além de alimento, o leite materno funciona como a primeira vacina do bebê, já que transfere anticorpos necessários para proteção. No entanto, apesar de todas as vantagens apresentadas, o Brasil não investe no incentivo à amamentação. De acordo com a OMS, o registra investimento de menos de US$ 1 por bebê, quando o recomendado é de US$ 4,70 (clique aqui). Para a consultora internacional em aleitamento materno e responsável médica pelo Banco de Leite do Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba), há uma série de ações de baixo custo que poderiam ser adotadas nesse sentido. "Por exemplo, por que não se investir nos bancos de leite humano? Na Bahia inteira só temos seis bancos de leite, em Salvador são dois. Ao invés de pagar fórmula para bebês de mães com HIV, por exemplo, por que não esses bebês terem direito a ter o leite da própria mãe pasteurizado ou então de um banco de leite?", questionou. Ana explicou que a tecnologia empregada em bancos de leite é extremamente barata e dominada pelo Brasil, usada como exemplo para outros países. A especialista ainda falou sobre as recomendações para mães durante o período de amamentação, uso de medicamentos, desmame e outros benefícios do leite materno. 

A OMS apontou hoje que apenas 38,6% dos bebês brasileiros de até 6 meses são alimentados exclusivamente com leite materno. Quais os prejuízos para as crianças que têm outros alimentos introduzidos nesses primeiros meses?

Considerando que a OMS, a Unicef e o Ministério da Saúde consideram o leite materno como padrão ouro de alimentação, qualquer outro leite que for usado em substituição ao leite materno vai fugir desse padrão ouro. As fórmulas que existem no mercado são à base de proteína de uma outra espécie e há uma tentativa de adaptá-las para os seres humanos filhotes, os bebês. É óbvio que essa adequação é muito difícil de ser feita e uma fórmula jamais vai trazer os fatores imunológicos, que só estão presentes realmente no leite fresco da própria espécie. Toda a questão de proteção contra doenças não estará presente na fórmula, enquanto o leite materno funciona como uma vacina para a criança.

Nem mesmo água ou outros alimentos devem ser inseridos?

Não podem porque a quantidade de água que tem no leite materno é enorme, então ela sacia completamente a criança nos seis primeiros meses de vida, sem ter necessidade de acréscimo de nenhum outro líquido, mesmo nos países mais quentes. Sobretudo a porção que sai primeiro do peito é muito rica em água, justamente para saciar a sede da criança.

Há algum tipo de rotina de alimentação para o bebê nesse período?

Eu costumo brincar que o bebê não aceita engolir o relógio. Quando estava na vida intrauterina, ele se alimentava livremente porque estava se alimentando via cordão umbilical, vindo do sangue da mãe. Nos seis primeiros meses deve ser mantida uma livre demanda, ou seja, uma amamentação guiada pelo bebê conforme a necessidade dele. Se o bebê nasceu no tempo certo e é saudável, ele não precisa ser acordado para mamar. No momento que ele acordar e começar a se movimentar é a hora de alimentar o bebê. Não é necessário esperar ele chorar, porque isso é um sinal tardio de fome. Quando está com muita fome, a gente não come bem, porque fica nervoso, pode acabar tendo uma digestão ruim. O ideal é que o bebê seja alimentado antes mesmo de chorar.

A amamentação é indicada até os dois anos de idade, com outros alimentos a partir dos seis meses. Por que é importante continuar após os seis meses?

Está muito claro na literatura internacional que o principal alimento no primeiro ano de vida do bebê é o leite materno. Após os seis meses, ele não é suficiente o bastante para nutrir a criança, então são introduzidos outros alimentos – como cereais, proteína de origem animal e vegetal, frutas e verduras –, mas o leite deve ser mantido como fonte importantíssima de proteína e, sobretudo, de proteção. O leite materno é dose independente no que diz respeito a proteção. Alguns profissionais de saúde até dizem erroneamente que, depois do primeiro ano de vida, o leite materno não tem mais sentido nenhum e que virou água. Isso é pura ignorância. O leite de vaca não vira água, assim como o nosso também não. Quanto mais a criança mama, mais proteção ela vai ter. Mesmo depois dos seis meses, a criança vai receber pelo leite materno muitas proteínas, vitaminas e gordura. A recomendação da OMS é de leite materno exclusivo até os seis meses e com introdução de outros alimentos até os dois anos ou mais. Esse “mais” fica a cargo da mãe decidir com o bebê, porque o desmame também precisa ser uma coisa tranquila e programada. Não pode ser abrupto e também não se deve mentir para a criança que o leite acabou, por exemplo. Deve ser negociado.

Ainda há fatores positivos em continuar a amamentação? Tem alguma indicação para o desmame?

Esse prazo até dois anos foi estabelecido porque é o período em que o bebê é lactente. A partir dos dois anos, ele é um pré-escolar. Assim como as outras espécies não precisam de leite quando adultas, as crianças também não precisam mais de tanto leite. O período que ele precisa de leite para nutrição e manutenção dele é realmente até os dois anos. A partir daí, se quiser eliminar o leite da dieta da criança, isso pode ser suprido com outros alimentos.

Então não há prejuízo em continuar amamentando?

De forma nenhuma. No entanto, existem também as questões emocionais que devem ser trabalhadas. Muitas vezes a mãe não desmama a criança já grande por uma questão dela, não por dificuldade do bebê. Isso deve ser tratado de uma forma individualizada.

Há algum tipo de regime alimentar que a mãe deve seguir para aumentar a produção ou para um leite de maior qualidade?

O componente mais variável do leite é a gordura. Esse é o único componente que a gente pode manipular um pouco. Por exemplo, se o bebê é prematuro e precisa de um leite mais gordo, a gente pode oferecer gordura de boa qualidade para essa mãe, como azeite de oliva, óleo de coco para que ela melhore. Os demais componentes não variam tanto. Mesmo que a mulher seja desnutrida, a natureza vai tirar tudo da mãe para dar ao bebê. Não é necessária nenhuma dieta especial, a mulher apenas precisa se alimentar bem. Ela precisa comer, pelo menos, umas 500 calorias a mais por dia, que é o que ela vai gastar na amamentação.

A maioria das mães quer emagrecer depois do parto. É possível fazer dieta com esse objetivo enquanto se está amamentando?

A mãe que amamenta de livre demanda geralmente perde peso e rapidamente, porque amamentação é uma malhação. As mães às vezes perdem peso rápido até demais quando estão em amamentação exclusiva. O que não faz perder peso é quando acontece a complementação com outros alimentos. Você bloqueia a livre demanda e não tem um gasto energético tão grande.

Há especialistas que afirmam que a amamentação exclusiva funciona como método contraceptivo. Isso é real? Qual a relação entre esses fatores?

Isso é um método chamado de lactacional. Durante o período em que a mãe está amamentando exclusivamente, sem ter horário fixo, são mantidos os níveis de prolactina, que é o hormônio que produz o leite. Até que a mulher não tenha menstruado e esteja em amamentação exclusiva, de livre demanda, ela tem uma boa proteção. Não é um método absolutamente seguro, mas há uma boa proteção.

Há algum problema em manter o uso de pílula contraceptiva ou outros remédios?

Poucas medicações são contraindicadas. Existe um manual do Ministério da Saúde que é publicado no site e é bem útil nesse sentido (veja aqui). Com relação ao contraceptivo especificamente, é necessário usar algum à base apenas de progesterona. Ela não deve usar contraceptivos conjugados, porque o estrógeno baixa a produção de leite.

As substâncias não são levadas para o bebê? A quantidade é muito pequena, não vai prejudicar o bebê. O leite materno funciona como um filtro, então a dosagem que vai passar para a criança é realmente muito pouca. A OMS avaliou como crítico o investimento do Brasil em amamentação, que é de menos de US$ 1 por bebê. Como um valor maior poderia ser investido nessa área?

Eu citaria inúmeras ações e que não são de elevado custo, até porque o leite materno não custa absolutamente nada, a não ser boa vontade, energia, empenho e desejo. Por exemplo, por que não se investir nos bancos de leite humano? Na Bahia inteira só temos seis bancos de leite, em Salvador são dois. Ao invés de pagar fórmula para bebês de mães com HIV, por exemplo, por que não esses bebês terem direito a ter o leite da própria mãe pasteurizado ou então de um banco de leite? São bebês que nascem também imunodeprimidos, então eles não podem receber o leite materno devido à contraindicação. É necessário investir em propaganda e em estímulo para se estudar mais o tema. As pessoas acham que aleitamento é lugar comum e pouco se interessam em estudar. Qualquer dificuldade, por mínima que seja, os próprios profissionais sugerem o desmame. Existe uma cultura de se estudar pouco o aleitamento materno. Sobretudo eu digo, sem medo de estar errada, que os médicos estudam pouco. Precisamos formar mais especialistas nesse assunto. Aquilo que o médico diz ao paciente, ele acredita que está certo, então ele não vai levar a sério se o próprio médico desacredita. É preciso também diminuir a propaganda da indústria, porque é realmente muito pesada. É altamente rentável produzir leite. Para se ter uma ideia, uma criança consome uma lata de leite a cada dois dias e meio. Isso é muito bom para gastar dinheiro. Assim como o governo investe em vacinas, ganharia muito se investisse no aleitamento. Por que não começar a ensinar sobre aleitamento nas escolas primárias, por exemplo? Passar noções de que nós somos mamíferos. Quando você vai no shopping, acha várias bonecas com chupeta e mamadeira. A criança já cresce com essa cultura de que ela deve receber um leite que não é da própria mãe. Isso merece uma ação do governo.

Falando em bancos de leite, há alguma diferença para a criança, com relação principalmente a anticorpos e nutrientes, se ela recebe leite da própria mãe ou de outra mulher?

O leite do banco de leite é pasteurizado. Depois da pasteurização, o leite se torna estéril, o que mata 100% das bactéria patogênicas e 90% das bactérias que são saprófitas. É óbvio que alguns componentes do leite diminuem, sobretudo aqueles de proteção. Ainda assim, esse leite é melhor do que um leite industrializado por ser da mesma espécie. O ideal é que um bebê prematuro, por exemplo, receba leite da mãe dele, que também é prematura. Dessa forma, o leite está adequado para aquela idade. Se a mãe está impossibilitada por algum motivo e ele recebe o leite de uma outra mãe que também teve um bebê prematuro vai ser melhor. O investimento em bancos de leites é necessário, não há nenhuma justificativa para Salvador ter somente dois bancos de leite. A gente já supre com dificuldade as próprias unidades, que são o Iperba e a Maternidade Climério de Oliveira. A gente não tem leite para dar para nenhum lugar. Porém a tecnologia é extremamente barata. O Brasil tem a maior rede de bancos de leite do mundo, nossa tecnologia é mundialmente conhecida pela eficácia e baixo custo. Pessoas de fora vêm fazer tratamento no Rio de Janeiro, na Fiocruz, sobre bancos de leite. O custo operacional de um banco de leite é realmente muito baixo em comparação ao benefício que ele traz.

O leite então se adequa ao desenvolvimento da criança?

Sim, essa também é uma grande vantagem do leite materno. Para os primeiros sete dias do bebê, o primeiro leite é chamado de colostro e é muito rico em proteína e pouco rico em gordura, além de ter muito valor imunológico. Depois vem o leite de transição, que é menos amarelinho e vai de sete a 15 dias, já tem outras características. A partir daí, ele já tem características diferenciadas. Em uma única mamada, a primeira porção do leite é mais cheia de água e depois mais gordurosa. Se uma mãe tem um bebê prematuro, uma das coisas que se pode fazer para ele ganhar peso é desprezar a primeira parte e oferecer a mais gordurosa. Ele vai tomar uma porção menor, mas bastante gorda.

Cardiologista Euvaldo Rosa explica relação entre estresse e infarto




Ouvimos muito dizer que enfermidades podem ser desencadeadas por motivos psicológicos, mas será verdade? Estresse, raiva, medo e depressão podem ocasionar doenças cardiovasculares? A resposta é sim. Situações estressantes levam a produção de adrenalina e corticoides. Tais substâncias geram arritmias, alteração da pressão arterial e aumento do risco de trombose e coagulação sanguínea. Tudo isso é um prato cheio para um infarto ou AVC. Além disso, o estressado geralmente tem um estilo de vida inadequado. A maneira de ele enfrentar o estresse libera hormônios em quantidades inadequadas, o que também pode prejudicar o coração. Tudo fica ainda mais complicado se o indivíduo possuir placas de gorduras nas paredes das artérias. Ao se romperem, as placas podem provocar infarto. E mais: se a pessoa é tabagista, substâncias do cigarro podem danificar os vasos e provocar coagulação sanguínea, que também são um risco de ataque cardíaco. Não é a presença do estresse isoladamente que pode levar a um evento cardiovascular, mas sim a nossa reação a ele. Por exemplo, nós dois podemos estar diante de um evento estressor, seja uma perda familiar, um divórcio ou desemprego. Eu digo que tudo vai depender do enfrentamento, ou seja, como você vai lidar com a situação. Se for possível administrar isso, virar a página, você teve um enfrentamento positivo. Agora se você ficou ressentido, não conseguiu digerir, sofre bastante, você teve um enfrentamento negativo. Leia mais em www.euvaldorosa.com.br

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Iperba realiza exposição na Semana Mundial de Aleitamento Materno


Iperba realiza exposição na Semana Mundial de Aleitamento Materno
Em alusão à Semana Mundial de Amamentação (SMAM), o Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba) promove nesta quarta (2) e quinta-feira (3) uma exposição no shopping Tri Center (Pituba Parque Center). O objetivo da ação é chamar a atenção do público para a importância da amamentação na sociedade, assim como mostrar os benefícios que o leite materno trás para o bebê. A SMAM 2017 tem como tema "Sustentar a Amamentação Juntos". O intuito este ano é mostrar que as ações individuais somadas podem resultar nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que os países do mundo se comprometeram a alcançar em 2030. De acordo com o Ministério da Saúde, com o leite materno, o bebê recebe anticorpos da mãe para proteção contra diarreia e infecções, além de diminuir o risco de alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade. A amamentação é ainda importante para o desenvolvimento da face da criança, para que ela tenha dentes fortes, desenvolva a fala e tenha uma boa respiração.

8 razões para banir os refrigerantes da sua vida




São doces e gostosos, mas nada amigos da saúde. Os refrigerantes são uma das bebidas mais apreciadas, mas ao mesmo tempo um dos maiores venenos para a saúde humana. Entre os vários malefícios para a saúde, está um que a ciência aponta como bastante claro: o risco cardíaco. Uma simples lata de refrigerante por dia (o equivalente a 330 mililitros de bebida) é o suficiente para aumentar a probabilidade dos homens terem insuficiência cardíaca. Mas se uma bebida é capaz de afetar o coração, duas são capazes de desenvolver diabetes. O risco de cáries e outros problemas dentários também aumenta com o consumo destas bebidas, recentemente associadas também ao aparecimento de vários tipos de câncer raros. Mas, por que os refrigerantes fazem assim tão mal à saúde? Em primeiro lugar, lê-se no Deporte y Vida, por serem compostos maioritariamente por açúcares, sejam eles naturais, químicos ou adicionados. E uma vez que o açúcar é o ingrediente principal, este tipo de bebida é tudo menos saudável, apresentando calorias vazias (isto é, sem nutrientes) e elevados níveis de compostos artificiais.

Como destaca a publicação, os refrigerantes são apreciados por crianças e adultos pelo simples fato de serem doces e viciantes. Assim que entra no organismo, o açúcar faz com que o nosso cérebro peça ainda mais açúcar e cria-se, assim, um ciclo vicioso de consumo. O risco de obesidade torna-se muito maior, sendo os refrigerantes um dos alimentos que mais contribui para o aumento de peso em todo o mundo. (Noticias ao Minuto)

Dicas do Hospital Incar: Sintomas de sopro no coração




O sopro no coração é um alteração cardíaca muito comum que provoca o surgimento de um som extra durante o batimento cardíaco, o que normalmente indica apenas turbulência na passagem do sangue, sem que exista alguma doença no coração. Neste caso a alteração é conhecida como sopro cardíaco inocente e não necessita de tratamento. De fato, o sopro é tão comum que muitos bebês nascem com essa alteração e se desenvolvem de forma completamente normal, podendo até curar naturalmente durante o processo de crescimento. Dessa forma, muitas pessoas podem nem saber que já tiveram um sopro cardíaco e algumas só descobrem durante exames de rotina, por exemplo. Porém, também existem casos raros em que o sopro pode ser sinal de uma doença cardíaca e, por isso, se o médico achar necessário podem ser feitos vários exames ao coração para confirmar se existe alguma doença que precise ser tratada.

Sintomas que podem indicar doença cardíaca
O único sintoma de crianças ou adultos que possuam um sopro cardíaco benigno é o surgimento do som extra durante a avaliação física feita pelo médico com um estetoscópio. Porém, se surgirem outros sintomas relacionados, o sopro pode ser sinal de alguma doença ou alteração na estrutura do coração. Alguns dos sintomas mais comuns nestes casos são:

Ponta dos dedos, língua e lábios roxos;
Dores no peito;
Tosse frequente;
Tonturas e desmaios;
Cansaço excessivo;
Suor excessivo;
Batimentos do coração mais rápidos que habitual;
Inchaço generalizado no corpo.
Nas crianças, pode surgir ainda falta de apetite, perda de peso e problemas no desenvolvimento, por exemplo.

Assim, sempre que surgir suspeitas de sopro no coração é importante consultar um pediatra, no caso de bebês ou crianças, ou um cardiologista, no caso de adultos, para confirmar o diagnóstico e identificar se existe algum problema cardíaco que precise ser tratado, ou se se trata apenas de um sopro inocente.

Como é feito o tratamento
O sopro no coração, quando é considerado inocente e sem prejuízos para a saúde, não precisa de tratamento e permite ter uma vida sem restrições. Isso geralmente acontece nas crianças que não possuem nenhuma outra doença cardíaca ou em gestantes, sem que isso traga prejuízos à gravidez ou ao feto. 

No entanto, quando o sopro no coração é causado por alguma doença, o tratamento pode ser feito através da tomada de medicações e, nos casos mais graves, através de cirurgia para corrigir o problema. Saiba quando a cirurgia deve ser feita. É importante lembrar que outras doenças menos graves, como a anemia, também podem causar sopro no coração. Nesses casos deve-se tratar imediatamente a anemia para que o sopro desapareça. (Tua Saúde)