segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Moscas ajudam a transmitir bactérias que causam gastrite e úlcera, diz estudo


Um estudo revela que as moscas podem carregar centenas e diferentes espécies de bactérias prejudiciais aos seres humanos. A pesquisa foi publicada na revista no “Scientific Reports” nesta sexta-feira (24). Pesquisadores analisaram 116 moscas de três diferentes continentes – algumas delas foram coletadas no Brasil. Nessas amostras do país, pesquisadores encontraram o patógeno Helicobacter pylori (H pylori), bactéria presente em pacientes de úlcera e gastrite. Até hoje, segundo o estudo, não se considerava que as moscas pudessem ser uma possível rota de transmissão. A transmissão mais comum de pessoa para pessoa é por meio da saliva ou contato direto com vômito ou material fecal. A bactéria também pode ser transmitida por meio de comida e água contaminada. Quem apresenta sintomas associados à úlcera faz testes para a detecção dessa bactéria. O estudo destaca que as moscas estão constantemente expostas à matéria em decomposição porque elas usam fezes e matéria orgânica para nutrir sua prole.

Ainda, moscas de ambientes urbanos apresentam a maior quantidade de bactérias. A maioria dos patógenos é transmitida pelas patas e pelas asas, onde há uma maior diversidade de micro-organismos. Os pesquisadores afirmam que as autoridades de saúde pública não levam em consideração o papel das moscas na transmissão de doenças. O estudo teve a participação de Ana Carolina Jungueira, professora de genética e genoma na Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-doutora pelo Centro de Ciência Ambiental e Engenharia de Singapura. (BN)

Veja como proteger as crianças do sol de maneira correta



A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) acaba de lançar um guia de Fotoproteção para crianças e adolescentes. O documento faz o alerta de que a população não aplica corretamente os protetores solares. No Brasil, os raios ultravioletas têm níveis bem elevads de radiação e mesmo nos centros urbanos, onde há mais sombras por conta das construções, é preciso proteger seu filho da maneira certa. 

- Antes dos seis meses, o bebê não deve ser exposto diretamente ao sol. A partir dessa idade, a exposição recomendada é apenas antes das 10h e depois das 16h. 

- Uma boa aposta são as roupas, bonés e óculos com proteção UV. Na falta delas, peças normais também protegem. Se forem feitas de nylon, seda e poliéster elas terão um maior fator de proteção solar, se comparadas as roupas de algodão, viscose, rayon e linho. Vale ressaltar que as roupas molhadas perdem metade do FPS.

- Vidros de carros com películas podem proteger até 99% dos raios UV

- É preciso dar o exemplo em casa. Se você utilizar protetor solar todos os dias, o pequeno também aprenderá a usar.

Como aplicar do jeito certo
- Mesmo em áreas urbanas e dias nublados, é necessário aplicar o protetor solar 20 antes de se expor ao sol. 

- O FPS acima de 30 não faz muita diferença no aumento do percentual de filtração da radiação se a criança só vai ficar no sol durante algumas horas. Entretanto, segundo o site da revista Crescer, o acúmilo de danos à pele pode ser prejudicial, então a utilização de protetores com maior FPS pode ser benéfica.

- Na escola, é recomendado que as crianças adotem unidormes com tecidos adequados, que protejam a pele de forma eficaz. Também é preciso ficar atento aos horários aos quais as crianças fazem atividades ao ar livre. (Noticias ao Minut

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Mais de 800 brasileiros morrem por dia em hospitais por falhas



O Brasil registra 829 mortes diárias em decorrência de condições adquiridas nos hospitais, apontou o primeiro Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O número equivale a três mortos a cada cinco minutos no país. Produzido pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a partir de um termo de cooperação entre as duas instituições, o levantamento mostra que eventos adversos matam mais do que a soma de acidentes de trânsito, homicídios, latrocínio e câncer. Apenas as doenças cardiovasculares, consideradas a principal causa de falecimento no mundo, matam mais pessoa no país: 950 brasileiros por dia, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. O falecimento de 302.610 brasileiros em hospitais públicos ou privados como consequência de um evento adverso, apenas em 2016, é resultado, por exemplo, de erros de dosagem ou aplicação de medicamentos, uso incorreto de equipamentos e infecção hospitalar, entre inúmeros outros casos. Não significa, necessariamente, que houve um erro, negligência ou baixa qualidade, mas trata-se de incidente que poderia ter sido evitado, na maior parte das vezes. Além do óbito, os eventos adversos também podem gerar sequelas com comprometimento do exercício das atividades da vida do paciente e sofrimento psíquico, além de elevar o custo assistencial. De acordo com o Anuário, dos 19,1 milhões de brasileiros internados em hospitais ao longo de 2016, 1,4 milhão foram vítimas de ao menos um evento adverso. "Não existe sistema de saúde que seja infalível. Mesmo os mais avançados também sofrem com eventos adversos. O que acontece no Brasil está inserido em um contexto global de falhas da assistência à saúde nos diversos processos hospitalares. A diferença é que, no caso brasileiro, apesar dos esforços, há pouca transparência sobre essas informações e, sem termos clareza sobre o tamanho do problema, fica muito difícil começar a enfrentá-lo", analisou Renato Couto, professor da UFMG e um dos responsáveis pelo Anuário. No mundo, de acordo com o documento, ocorrem anualmente 421 milhões de internações hospitalares e 42,7 milhões de eventos adversos, um problema de saúde pública reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

pesquisa aponta que beber três xícaras de café por dia pode ser melhor que ficar sem a bebida


Um estudo publicado no “British Medical Journal”, revista acadêmica do Reino Unido, aponta que beber uma quantidade moderada de café todos os dias pode ser melhor que ficar sem ingerir a bebida. O consumo de três ou quatro xícaras diariamente está associado a uma menor probabilidade de desenvolver problemas cardiovasculares. Se comparados aos que não bebem café, o risco de desenvolver doença cardíaca para os que consomem regularmente a bebida é 19% menor. Também há uma associação positiva entre o consumo de café e um menor risco de desenvolver alguns tipos de câncer e doenças do fígado. De acordo com a Folha de S. Paulo, o estudo faz uma análise estatística de 218 pesquisas anteriores, que apresentaram mais de 70 resultados diferentes, e foi conduzido na faculdade de medicina de Southampton, no Reio Unido.

Os pesquisadores admitem, no entanto, que, com base nas pesquisas feitas até o momento, é difícil dizer exatamente como o café impacta positivamente na saúde. O máximo que conseguiram foi apontar associações positivas entre quem bebe café e a incidência de determinadas doenças, se comparado aos que não consomem a bebida ou consomem em menor quantidade. (BN)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Tratamento para câncer de próstata ganha genérico inédito



A Anvisa publicou no (20) o registro do medicamento genérico acetato de abiraterona, que é utilizado no tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático resistente a castração, em combinação com os medicamentos prednisona ou prednisolona. De acordo com a Lei dos Genéricos, a aprovação do medicamento deve reduzir os custos do tratamento, pois os medicamentos genéricos devem entrar no mercado com valor pelo menos 35% menor que o do produto de referência. Até o momento não havia genéricos do medicamento acetato de abiraterona, que está no mercado com o nome comercial Zytiga, registrado pela empresa Janssen-Cilag Farmacêutica. O medicamento genérico foi registrado pela empresa Dr. Reddys Farmacêutica. O acetato de abiraterona inibe seletivamente uma enzima necessária para produção de androgênios (hormônios sexuais) pelos testículos, glândulas suprarrenais e tumores da próstata, além de diminuir consideravelmente os níveis desses hormônios, os quais levam à progressão da doença. (Agência Brasil)

Cortina transparente permite que mães assistam bebê nascer de cesariana



A cesariana é uma cirurgia que foi desenvolvida pela ciência com o objetivo de salvar vidas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em cerca de 15% das gestações será necessário recorrer à cesariana como melhor alternativa para mãe e bebê. Durante o procedimento, a maior parte das mulheres não faz ideia do que está acontecendo, pois um pano é colocando em frente à cabeça da gestante, impedindo que ela veja o que está acontecendo no momento da cesariana. Para que as mães possam ver o momento do nascimento do bebê, alguns hospitais dos Estados Unidos passaram a oferecer uma cortina transparente no lugar da tradicional. Não é possível enxergar a região do corte, apenas a saída do bebê, segundo a revista Crescer.A médica obstetra Melania Amorim, especialista em gestações de risco, explica os casos em que a cesariana é sempre necessária como via de parto (e os casos que não passam de mito): quando ocorrem prolapso de cordão com dilatação não completa (ou seja, quando o cordão umbilical sai primeiro do que a cabeça do bebê e o útero não dilatou completamente, diminuindo o aporte de oxigênio ao bebê), descolamento prematuro de placenta com feto vivo e quando a mãe não está na fase final do trabalho de parto; placenta prévia total ou parcial, que impede a passagem do bebê, quando o bebê está transverso durante o trabalho de parto, ruptura de vasa praevia (quando há vasos fetais cruzando ou atravessando em proximidade com o orifício interno do cérvice uterino), e herpes genital com lesão ativa no momento do trabalho de parto.