quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ministério da Saúde anuncia novos medicamentos na rede pública para tratar mal de Parkinson Saúde



O Ministério da Saúde aprovou um novo protocolo clínico que inclui mais dois tipos de medicamentos para o tratamento do mal de Parkinson na rede pública do país: Rasagilina (1 mg) e Clozapina (25 mg e 100 mg). Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 200 mil pessoas sofrem com a doença no país, e a inclusão desses fármacos visa a melhorar a qualidade de vida desses pacientes, minimizando os transtornos causados pela doença. A previsão é de que a Rasagilina possa ser colocada à disposição da população até o final de fevereiro do próximo ano. Em relação à Clozapina, esse remédio já vinha sendo adotado no Sistema Único de Saúde (SUS) em casos de transtorno bipolar e esquizofrenia, e será distribuído também para o controle de sintomas psicóticos das pessoas com Parkinson. De acordo com informações da Agência Brasil, o gasto estimado com os dois fármacos é de R$ 17,91 milhões, e a indicação terapêutica foi aprovada na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a pedido da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. (BN)

Consumo de maconha beneficia pacientes com insuficiência cardíaca


Uma pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos mostrou que o hábito de fumar maconha traz benefícios para pessoas com insuficiência cardíaca. De acordo com os cientistas, a maconha tem capacidade de reduzir os riscos de fibrilação e até morte nesses casos. "Fiquei muito surpreso que houve realmente uma redução associada", afirmou o líder do estudo, Oluwole Adegbala, médico residente no Englewood Hospital and Medical Center, em Nova Jersey. Segundo o jornal O Globo, os pesquisadores analisaram informações de mais de 6 milhões de pacientes hospitalizados nos EUA com insuficiência cardíaca entre 2007 e 2014. Do total, cerca de 1,2 mil usaram maconha e eram dependentes. Outros 23 mil usaram e não eram dependentes. Os resultados mostraram que os não-dependentes tinham 18% menos risco de fibrilação, enquanto o número entre os dependentes foi de 31%, em comparação aos pacientes que não usavam a droga. Os não dependentes eram 46% menos propícios, e os dependentes 58% a morrer em hospital, em comparação aos que não usavam. Apesar da descoberta, os pesquisadores ressaltaram que não recomendam o uso da droga para tais fins. (BN)

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Dois exercícios que te deixam em forma por mais tempo




Quando se tem um plano alimentar equilibrado e variado, se respeita uma rotina de sono e se faz exercício físico diariamente, não há como não estar em forma e cheio de saúde. A combinação deste três fatores é fundamental para se conseguir ser saudável e ter uma maior qualidade de vida, mas, no que diz respeito aos resultados físicos no corpo, é preciso acrescentar dois exercícios extra. De acordo com o médico Michael Joyner, os burpees (flexão seguida de salto) e pular corda são os dois exercícios mais eficazes na hora de conseguir um corpo saudável e tonificado por mais tempo. Ao Business Insider, o especialista diz que estes dois movimentos conseguem combater a perda muscular comum após os 25 anos, ajudando o corpo a manter-se jovem, forte e com elasticidade suficiente para todas as atividades do dia a dia. O ideal é ir aumentando a intensidade e frequência entre cada set.

Apesar de serem dois exercícios altamente eficazes e de conseguirem trabalhar o corpo de uma só vez - sendo ainda capazes de melhorar a resistência respiratória -, o especialista alerta para o fato de os burpees e a corda não conseguirem fazer milagres sozinhos, sendo importante incluir algum treino de forma a estes movimentos. (Noticias ao Minuto)

Doença silenciosa ligada ao fumo afeta 7 milhões de pessoas no Brasil




Se você é fumante habitual, tem 90% de chance de sofrer da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Dpoc), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). E é provável que você nem saiba disso. A Dpoc é caracterizada por uma redução persistente do fluxo de ar. Piora com o tempo e pode se agravar a ponto de levar à morte. Ela se desenvolve de quadros persistentes de bronquite ou enfisema pulmonar. Na bronquite, há produção de muco e inflamação nas vias aéreas. No enfisema há destruição dos alvéolos, estruturas responsáveis pelo fluxo de ar nos pulmões. Sua principal causa é a exposição à fumaça do cigarro, seja o fumante ativo ou passivo. A exposição a outros tipos de fumaça também pode causar a doença - quem trabalha com fornos de lenha em pizzarias ou carvoarias também corre risco.E, geralmente, se manifesta de forma silenciosa: 80% das pessoas afetadas nem sequer sabem disso, segundo a Fundepoc, uma instituição argentina especializada na doença. Também não há cura para a Dpoc e cerca de 3 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência do mal, segundo a OMS, que afeta 384 milhões de pessoas em todo o mundo. Do total de vítimas, 13,6% são adultos com mais de 35 anos da América Latina, de acordo com os dados da Fundepoc. No Brasil, a estima-se que 7 milhões de pessoas tenham Dpoc - mas somente 12% dos pacientes são diagnosticados. 

Sintomas

Um dos grandes problemas da Dpoc é justamente que nem sempre ela é diagnosticada. E os fumantes geralmente não se queixam ou vão ao médico por estarem tossindo ou apresentarem dificuldades respiratórias, adverte a OMS. A doença evolui de forma lenta e normalmente só se torna visível a partir dos 40 ou 50 anos, assegura a mesma organização. Os sintomas mais frequentes são a dispneia (dificuldade para respirar), tosse crônica e produção de fleumas (expectoração com muco). A doença piora com o tempo, e atividades cotidianas como subir escadas ou carregar uma mala podem ser extremamente difíceis. A dificuldade para respirar, em princípio relacionada ao esforço, acaba aparecendo também quando se está em repouso. E às vezes ela é tão forte que pode chegar a incapacitar a pessoa por completo. Nesse caso, deve-se procurar o médico com urgência. 

Riscos

As pessoas expostas à fumaça do cigarro têm maior probabilidade de sofrer da doença quando estiverem na faixa de 35 ou 40 anos. Mas não são as únicas em risco. Há anos a Dpoc atingia mais os homens, uma vez que eles fumavam mais do que as mulheres. Agora, porém, o índice de tabagismo nos países de alta renda é semelhante entre os dois sexos. Adicionalmente, nos países de baixa renda as mulheres são as que estão mais expostas ao ar interior contaminado. Segundo a OMS, mais de 90% das mortes causadas pela doença ocorrem em países de renda média baixa porque as estratégias de prevenção não são eficazes e os tratamentos não estão disponíveis ou não são acessíveis para todos os doentes. 

Incurável, mas evitável

A Dpoc não tem cura, mas pode ser evitada. Deixar de fumar ou reduzir a exposição à poluição, seja interior, exterior ou do tipo química, são exemplos de como se precaver. A Dpoc também pode ser detectada por um "teste de sopro" chamado espirometria. Nesse teste, é usado um aparelho no qual a pessoa assopra para que seja avaliada a quantidade de ar que ela é capaz de colocar para dentro e para fora dos pulmões - e a velocidade com que faz isso. Se o teste indicar alteração nessa capacidade respiratória, novos exames podem ser pedidos pelo médico para confirmar o diagnóstico dessa ou de outras doenças respiratórias. Para aliviar os sintomas, existe tratamento com medicamentos e fisioterapia. Aumentar nossa capacidade de fazer exercícios e levar uma vida mais saudável também podem reduzir o risco de morte. (BBC)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Casos de sífilis em adultos aumentam 27,9% em um ano



Os casos de sífilis adquirida (em adultos) tiveram aumento de 27,9% de 2015 para 2016 no Brasil. Os dados são do boletim epidemiológico de 2017, divulgado hoje (31) pelo Ministério da Saúde. Entre as gestantes, o crescimento dos casos foi de 14,7%. As infecções por sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê) subiram 4,7%. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, as causas para o aumento da doença são o desabastecimento de penicilina (medicamento mais eficaz contra a doença) e o aumento dos diagnósticos, com a distribuição de testes rápidos na rede de saúde. “A tendência é de, com o aumento da testagem, aumentar os casos identificados e permitir ao sistema de saúde tratar essas pessoas e diminuir a transmissão de mãe para filho”, afirmou.Em 2016, o Ministério da Saúde identificou uma epidemia de sífilis no país. “Hoje temos uma situação controlada porque temos à disposição medicamentos. Os números não são o que gostaríamos, mas estamos em condições de reduzir esses índices e resolver os casos da doença”, avaliou Barros. Apesar de essencial para o controle da transmissão vertical da sífilis, a penicilina benzatina apresenta, desde 2014, um quadro de desabastecimento em diversos países devido à falta de matéria-prima para a produção. Segundo o Ministério da Saúde, apesar de a responsabilidade pela compra do medicamento ser de estados e municípios, em 2016, o governo brasileiro concentrou a aquisição em caráter emergencial para o tratamento de grávidas e seus parceiros. Barros explicou que o ministério também aumentou o valor máximo de compra do medicamento, que antes era inferior ao custo de produção. Com isso, o problema do abastecimento foi resolvido, inclusive com produção nacional.

Sífilis congênita

Todos os tipos de sífilis são de notificação obrigatória no país há pelo menos cinco anos. Entre 2010 e 2016, a taxa de incidência de sífilis congênita e a taxa de detecção de sífilis em gestantes aumentaram cerca de três vezes, passando, respectivamente, de 2,4 para 6,8 por mil nascidos vivos e de 3,5 para 12,4 casos por cada mil nascidos vivos. A sífilis adquirida, que teve sua notificação compulsória implantada em 2010, teve sua taxa de detecção aumentada de 2 para 42,5 casos por 100 mil habitantes. Para a diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, Adele Benzaken, o aumento nos índices significa uma melhora na identificação da doença. “Essa questão de aumento quer dizer que a cobertura da testagem está aumentando, estamos conseguindo chamar os parceiros das gestantes. Se estamos testando as pessoas, estamos tratando as gestantes e evitando a sífilis congênita”, declarou.

O novo boletim aponta que 37% das mulheres grávidas com sífilis conseguiram realizar o diagnóstico precocemente. A identificação ainda no primeiro trimestre da gestação e o tratamento adequado impedem a transmissão da doença da mãe para o bebê. Entretanto, segundo Adele, muitas mulheres iniciam o pré-natal tardiamente, então há um prejuízo nesse diagnóstico. Para alcançar a meta de eliminação da mortalidade por sífilis congênita estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil deve reduzir da taxa atual de 6,8 por mil nascidos vivos para um índice menor ou igual a 0,5 por mil. “Isso é possível em um curto prazo, porque a sífilis é facilmente detectada e facilmente tratada. Tendo o teste rápido e tendo a penicilina, é possível alcançar a eliminação”, disse Adele. Segundo o boletim epidemiológico, apenas os estados de Pernambuco, Tocantins, Ceará, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte apresentam taxas de incidência de sífilis congênita mais elevadas que as taxas de detecção da doença em gestantes, o que remete a possíveis deficiências no diagnóstico precoce e notificação equivocada dos casos de grávidas.

Medidas adotadas

Para conter o avanço da sífilis no país, Ministério da Saúde, estados e municípios vão intensificar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. A estratégia, chamada de Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção, vai destinar R$ 200 milhões para as 100 cidades que concentram 60% dos casos da doença. O plano concentra ações em quatro eixos: diagnóstico; vigilância da transmissão; tratamento; e pesquisa e comunicação. Em relação à compra centralizada do medicamento, o Ministério da Saúde destinou R$ 13,5 milhões para a aquisição de 2,5 milhões de ampolas de penicilina benzatina, para o tratamento da sífilis adquirida e em gestantes, além de 450 mil ampolas da penicilina cristalina, para uso em bebês. A quantidade garantirá o abastecimento da rede pública até 2019. Na ampliação e qualificação do diagnóstico, uma das ações do plano é o aumento da testagem, principalmente nas grávidas. Neste ano, até setembro, o Ministério da Saúde enviou mais de 6,3 milhões de testes de sífilis, crescimento de 33,7% em relação a 2016 (4,7 milhões).

Campanha nacional

Para incentivar a testes em grávidas e seus parceiros sexuais, o Ministério da Saúde lançou uma nova campanha que será veiculada na internet, com os slogans “Faça o teste de sífilis, proteja o seu futuro” e “Faça o teste de sífilis, proteja o seu futuro e de seu filho”. O público-alvo são os jovens até 35 anos, casais e gestantes. O objetivo é alertar para a importância do diagnóstico precoce, que possibilita o tratamento adequado e diminuição da mortalidade em bebês. (Agência Brasil)

No Dia Mundial do Diabetes





No Dia Mundial do Diabetes, lembrado hoje (14), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que cerca de 8% das mulheres - ou 205 milhões - vivem com diabetes em todo o mundo. O tema da campanha deste ano é “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”, que tem como foco promover o acesso a medicamentos e tecnologias essenciais para todas as mulheres com diabetes e com risco da doença, além de levar informações qualificadas para que elas fortaleçam sua capacidade de prevenir o diabetes tipo 2. Para o diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes, Márcio Krakauer, o diabetes afeta a mulher em vários aspectos, o principal deles é o gestacional. Além disso, as mulheres passam pela menopausa, que é um momento em que a doença precisa ter um controle diferenciado. Elas também estimulam os homens a cuidar da própria saúde.

Segundo Krakauer, 1 em cada 7 nascimentos no mundo é afetado por diabetes na gestação. “É uma doença muito frequente e que aumenta o risco de aborto e má formação do bebê e morte das mães. Com o tratamento, essas complicações são completamente evitáveis”, disse. O diabetes gestacional é um problema que surge durante a gravidez e que quase sempre se normaliza sozinho depois que o bebê nasce. A mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue, por causa dos hormônios e da incapacidade do corpo de produzir insulina extra para atender às necessidades do bebê. Krakauer explicou que já é uma prática dos ginecologistas pedir os exames de diabetes a partir das 24ª semana. Mas ressalta que é importante que as próprias mulheres também fiquem atentas para obter um diagnóstico precoce e evitar as complicações. O histórico de diabetes gestacional também é um importante fator de risco para desenvolvimento de tipo 2 da doença. Segundo a OMS, quase metade das mulheres que morrem em países de baixa renda devido à glicemia alta, morrem prematuramente, antes dos 70 anos.

Prevenção e tratamento

No mundo, 422 milhões de adultos têm diabetes, que é responsável por 1,6 milhão de mortes a cada ano. São dois os tipos de diabetes. O tipo 1 é uma doença autoimune, quando pouca insulina é liberada para o corpo e a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse tipo se concentra entre 5% e 10% do total de pessoas com a doença. Já o tipo 2 é quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz, ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de açúcar no sangue. Esse tipo é causado principalmente pela obesidade. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2. Segundo Márcio Krakauer, cerca de 70% das pessoas podem prevenir o tipo 2 da doença. “A prevenção é por mudança de estilo de vida, foco na perda de peso, na atividade física e na boa alimentação para que se possa reduzir o risco”, explicou. O especialista alertou ainda que metade das pessoas que têm diabetes não sabe que tem. “É uma doença totalmente silenciosa por muitos, não dá sintoma algum. Então, a pessoa precisa fazer exames para ter certeza se tem risco ou se tem diabetes”, disse, acrescentando que o diagnóstico precoce minimiza as complicações da doença. “Quando a glicose está alta por muitos anos, podem aparecer alguns poucos sintomas, como excesso de sede, aumento do apetite, perda de peso, infecções urinárias. São sintomas mais tardios”.

O diabetes é uma das principais causas de cegueira, insuficiência renal, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e amputação de membros inferiores. Adotar uma dieta saudável, praticar atividade física e não fumar são atitudes que podem prevenir ou retardar a doença do tipo 2. Segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes, o país tem disponível o que há de mais moderno no mundo para o tratamento. “Mas estamos muito aquém nos medicamentos e insumos incorporados pelo SUS [Sistema Único de Saúde], estamos quase 20 anos atrasados”, disse, lamentando a dificuldade para a incorporação de medicamentos na rede pública. “Nos consultórios privados, fazemos uma medicina completamente diferente do que o SUS oferece. A incorporação é muito mais complicada do que a presença da medicação no Brasil”.

Dia mundial

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Sociedade Brasileira de Diabetes prepararam uma série de atividades em alusão à data, como shows e atividades educativas em diversas cidades. A programação completa está disponível no site www.diamundialdodiabetes.org.br. O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela Federação Internacional do Diabetes em conjunto com a OMS, em resposta às preocupações sobre os crescentes números de diagnóstico no mundo. A data tornou-se oficial pelas Nações Unidas a partir de 2006. O dia 14 de novembro foi escolhido por marcar o aniversário de Frederick Banting que, junto com Charles Best, concebeu a ideia que levou à descoberta da insulina em 1921. (AgenciaBrasil)

Manchas escuras: como clarear a pele com protetores solares




As manchas escuras na pele estão se tornando uma verdadeira epidemia no Brasil. A cada ano, aumenta o número de pessoas afetadas por este problema que, embora não represente risco imediato à saúde, não deixa de ser inestético e em alguns casos até pode estar associado a um futuro desenvolvimento das chamadas lesões malignas ou câncer de pele. O fato é que as manchas escuras não escolhem sexo e nem idade ou região do corpo para aparecer – muito embora sejam mais prevalentes nas mulheres após os 35 anos de idade, podendo ainda estarem associadas à gravidez ou ao uso de medicamentos hormonais. Já na casa dos 50 anos praticamente todo brasileiro já é portador de uma ou mais manchas escuras de algum tipo em alguma região do corpo. O tratamento deve iniciar o mais cedo possível e em geral é gradual e progressivo, requerendo sempre a atenção do médico dermatologista associado ao uso de produtos de eficácia comprovada neste tipo de problema. Por isso, a melhor medida é sempre a prevenção através do uso diário de protetores solares mais eficazes.O que muita gente não sabe é que é possível clarear consideravelmente a pele utilizando-se protetores solares de maior eficácia ou que protegem a pele contra as radiações mais relacionadas ao processo de escurecimento. Confira o guia explicativo que irá lhe ajudar a entender como este processo todo acontece.

Como são formadas?

As manchas escuras surgem de maneira lenta e gradualmente, principalmente nas áreas do corpo que são mais expostas à radiação solar, como o rosto, costas, colo, mãos e braços. Sua formação pode começar já na infância pela exposição crônica aos raios solares, sendo que após anos de exposição sem proteção a pele já acumulou danos suficientes para dar início ao processo de produção anormal de melanina, o pigmento que forma as manchas escuras. Sendo assim, é muito importante que o uso de protetores solares comece já na infância e que o produto seja aplicado diariamente em todas as áreas do corpo expostas à luz solar e não apenas no rosto, como geralmente se observa. As áreas do corpo que permanecem cobertas pela roupa não necessitam do protetor solar, pois o tecido já é, geralmente, um ótimo filtro solar.

Quais tipos de radiação solar que mais causam manchas?

Os raios solares são divididos em:

Raios UVB: Este tipo de radiação é capaz de queimar profundamente a pele deixando-a vermelha e inflamada e, embora não seja esta a radiação mais relacionada às manchas, a exposição constante a este tipo de raio solar pode sim danificar as células da pele levando à formação de manchas. Um ponto importante é que todas as vezes que estamos dentro do carro ou dentro de casa com as janelas fechadas estamos também automaticamente protegidos contra os raios UVB, pois eles não conseguem atravessar o vidro.

Raios UVA: A radiação do tipo UVA é considerada uma das mais traiçoeiras que existem, pois embora não queime a pele e não provoque inflamação e vermelhidão, ainda é capaz de lesar profundamente o material genético das células da pele através da geração de radicais livres e assim provocar manchas escuras bastante profundas e de difícil tratamento. É, assim, considerada uma radiação traiçoeira por conseguir atravessar facilmente o vidro das janelas sem que você perceba, pois ela não causa ardência e não deixa a pele vermelha.

Luz azul e luz visível: Este tipo de radiação está presente em toda a parte e é emitida tanto pelo sol como pelas lâmpadas artificiais que iluminam nossas casas durante a noite. Desprezadas até pouco tempo atrás, elas são atualmente consideradas, especialmente a Luz azul, como o tipo de radiação com maior capacidade de causar manchas escuras na pele, podendo ainda atravessar muito facilmente o vidro das janelas e “entrar” em casa e no carro, mesmo quando as janelas estão fechadas. Estudos recentes revelaram que a Luz azul por si só é capaz de provocar manchas escuras na pele que podem durar até 3 meses.

Como prevenir?

A proteção da pele contra as manchas escuras começa com o uso diário do protetor solar correto. Além de possuir duração prolongada (o ideal é sempre utilizar protetores com 12 horas de proteção), é muito importante que se aplique sobre a pele uma quantidade mínima do produto para que ele tenha o efeito protetor desejado. Para cobrir todo o rosto, por exemplo, é ideal que se utilize o equivalente a uma colher de chá do produto, sem esquecer que orelhas, pescoço, mãos, braços e todas as áreas do corpo expostas ao sol também devem estar protegidas ou cobertas com roupa. O melhor fator de proteção para a prevenção das manchas deve ser sempre o FPS 30 ou maior e na hora de comprar você pode se certificar que o produto proteja contra as radiações UVA, UVB, Luz Azul e Luz visível. Lembre-se que você ainda pode optar por um protetor solar com ação antioxidante, com vitamina C ou ainda com agentes clareadores que atuam clareando as manchas ao mesmo tempo em que protegem a pele dos raios solares.

Protetores com base protegem mais?

Depende do produto, da tecnologia e dos testes realizados pelo fabricante. Não podemos dizer que protetores com base protejam sempre mais, embora seja mais comum encontrar no mercado os famosos BB Creams que já fazem proteção contra a Luz azul e Luz visível quando comparado aos filtros sem cor. O ideal é nunca ficar preso ao fato de o produto ser ou não ser uma base, mas sim consultar o site da empresa e verificar os tipos de proteção que aquele produto oferece.

A pele clareia com o uso diário do protetor solar correto?

A resposta é sim. O uso diário do protetor solar correto, ou seja, se você utilizar diariamente o protetor solar com as características acima e ainda caprichar na aplicação, depositando sobre a pele a quantidade correta para uma proteção eficiente, tiver persistência e empenho, você poderá, ao longo dos meses, observar uma importante redução das manchas escuras e em alguns casos até a eliminação delas. Isto acontece, pois uma vez que o sol é bloqueado pelo uso do protetor solar correto, também o estímulo que alimenta a mancha é interrompido e dia após dia sua pele pode ficar mais clara. Neste caso irão clarear primeiramente as manchas mais recentes e também as mais superficiais e em seguida as mais antigas e mais profundas. E embora estas últimas sejam mais difíceis de serem eliminadas é certo que seguindo as orientações acima você poderá perceber algum grau de clareamento até mesmo nas mais resistentes. (Women's Health Brasil)