terça-feira, 1 de agosto de 2017

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Fabricação de Buscopan Gotas será encerrado no Brasil, diz farmacêutica




O remédio Buscopan Composto Gotas (butilbrometo de escopolamina e dipirona sódica monoidratada) terá sua fabricação descontinuada no Brasil. O medicamento, com ação analgésica, é indicado para o tratamento dos sintomas de cólicas menstruais, intestinais, estomacais, urinárias, entre outros. O remédio é fabricado pela Boehringer Ingelheim do Brasil, que comunicou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em maio, sobre o fim – temporário, afirma a empresa – da fabricação do medicamento. O produto começou a ser retirado de circulação no dia 13 de junho. O motivo da retirada foi “resultado fora de especificação identificado durante estudos de estabilidade, que fazem parte do monitoramento dos produtos farmacêuticos no mercado”. A medicação é vendida em outros países da América Latina, o e a venda foi descontinuada na Venezuela, Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai. A empresa não tem previsão de quando será normalizada a distribuição do composto no mercado nacional, mas ressalta que há alternativas terapêuticas disponíveis, e que demais “produtos da família Buscopan, como Buscopan Composto comprimidos e Buscopan gotas continuam disponíveis” aos consumidores.

76% dos hospitais não têm condições de atender casos de AVC





Uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM) com médicos neurologistas e neurocirurgiões de todo o Brasil indica que 76% dos hospitais públicos onde eles trabalham não apresentam condições adequadas para atender casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Apenas 3% dos serviços avaliados pelos médicos têm estrutura classificada como muito adequada e 21% como adequada, de acordo com estudo divulgado hoje (31). O CFM ouviu 501 médicos que trabalham em serviços de urgência e emergência de unidades de saúde pública de todo o país. Eles responderam a um questionário sobre a situação do atendimento a pacientes com AVC, considerando critérios como o acesso exames de imagem em até 15 minutos, disponibilidade de leitos e medicamentos específicos, triagem dos pacientes identificados com AVC de forma imediata, capacidade numérica e técnica da equipe médica especializada e qualidade das instalações disponíveis, entre outros pontos baseados em parâmetros internacionais e nacionais de atendimento ao AVC. A percepção da maior parte dos médicos entrevistados aponta que as unidades públicas de saúde nem sempre estão preparadas para receber de forma adequada um paciente com sintomas do AVC, apesar de ser uma doença grave que está entre as principais causas de morte em todo o mundo. “Nós fomos atrás dessa percepção em virtude do Acidente Vascular Cerebral ser a segunda principal causa de morte no Brasil, um dado epidemiológico. E é a principal causa de incapacidade no mundo e no Brasil, gerando inúmeras internações”, disse Hideraldo Cabeça, neurologista responsável pela pesquisa e coordenador da Câmara Técnica de Neurologia e Neurocirurgia do CFM.


Infraestrutura de atendimento é inadequada: Segundo a pesquisa, a infraestrutura de atendimento a AVC é inadequada em 37% dos serviços e pouco adequada em 39%, totalizando 76% de serviços que não se enquadram totalmente nos protocolos de atenção ao AVC estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Entre os itens essenciais que não estão disponíveis em mais da metade das unidades de saúde figura a tomografia em até 15 minutos e o acesso ao medicamento trombolítico, usado para dissolver o sangue coagulado nas veias do cérebro.


“Você não ter o uso do trombolítico em 100% dos serviços é um problema sério. Se o mesmo indivíduo chegar em locais diferentes, em um ponto ele vai ter atendimento próximo daquele que é recomendado e em outro local, não. E se tem o trombolítico, tem local pra fazer? Ele vai fazer na maca ou de forma respeitosa em um leito apropriado?”, questionou o neurologista. A pesquisa aponta ainda que em 66,4% das unidades não havia apoio adequado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). E em 87,9% dos hospitais não havia número suficiente de leitos para a demanda de AVC.


“Nosso objetivo é atender rápido e trazer menos prejuízos. Quanto menor o tempo de atendimento, maior a chance de menor sequela. Se você atende em um curto tempo, você aumenta a chance de benefício e recuperação desse indivíduo e seu retorno à sociedade” afirmou Hideraldo. A rapidez no atendimento fez a diferença para a recuperação do treinador de futebol Ricardo Gomes. O então técnico do Vasco da Gama sofreu um AVC hemorrágico em 2011 na beira do campo, em um jogo contra o Flamengo. Ele foi prontamente atendido. Seis anos após o acidente, Gomes ainda faz reabilitação para amenizar as sequelas, mas retomou sua rotina de trabalho. O caso do técnico é lembrado em campanhas de conscientização promovidas pela Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e outras associações médicas.

Cálculo renal pode ser evitado bebendo água




Os casos de cálculo renal, conhecido popularmente com pedra nos rins acometem 12% da população brasileira, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia. O pico de incidência está entre 40 e 49 anos. A nefrologista do Instituto de Nefrologia e Diálise (Ined), Rita Barreto, informou que diagnóstico de novos casos tem crescido nos últimos anos, fato este, relacionado à prevalência de patologias metabólicas, como diabetes mellitus, hipertensão arterial e dislipidemias (elevação de colesterol), obesidade, hiperuricemia, hábitos alimentares errados, que são considerados fatores de risco para litíase renal. De acordo com a especialista, a litíase renal é mais comum no sexo masculino. “12% dos homens sofrem com a enfermidade e as mulheres em torno de 6%,. Porém, nos últimos anos vem aumentando os casos no sexo feminino e na faixa pediátrica. É também mais comum na raça branca e tem características genéticas, embora hoje os fatores ambientes estejam em destaque na formação de cálculos renais”, esclareceu.

Estudo aponta que fumar pode aumentar sensibilidade ao estresse


Estudo aponta que fumar pode aumentar sensibilidade ao estresse

Fumar pode aumentar a sensibilidade ao estresse, conforme um estudo feito em ratos pelo Centro Nacional para a Pesquisa Científica da França(CNRS) e publicado nesta terça-feira, 25, na revista "Molecular Psychiatry".  Contrariando a ideia popular que diz que fumar tem efeito relaxante e que a falta de nicotina produz estresse, a exposição a esta viciadora molécula pode produzir o efeito inverso, afirmaram os autores da investigação em comunicado.  Os científicos avaliaram os níveis de estresse social em roedores, situação que acontece quando "um destes animais é submetido a repetidas agressões dos dominantes". Nessa circunstância, alguns ratos bloquearam os receptores de nicotina, enquanto outros ativaram.  A partir da avaliação do comportamento e dos parâmetros eletrofisiológicos cerebrais, os especialistas do CNRS estabeleceram que não aparecem sinais de estresse social quando os receptores estão bloqueados e no caso contrário eles foram amplificados.  "Os pesquisadores também puderam constatar que um rato exposto a uma só agressão apresenta sinais de estresse só se tiver sido exposto previamente à nicotina", indica o estudo.  Ainda que o trabalho tenha foco em como os receptores nicotínicos afetam o controle do estresse nos ratos, o CNRS anunciou que os cientistas examinarão se essa situação pode ser ampliada a todos os transtornos de estado de ânimo e se os resultados são aplicáveis a seres humanos. 

Uso de filtro solar é recomendável também no inverno





Embora os danos à pele causados pela exposição solar sem proteção sejam mais associados ao verão, a chegada do inverno não deve ser motivo para que se abandone o uso do filtro solar. Isso porque a emissão de raios ultravioleta ocorre durante todo o ano, inclusive no inverno e em dias nublados de qualquer uma das quatro estações. Os raios ultravioleta são responsáveis pelo desenvolvimento de câncer de pele e outros lesões cutâneas, queimaduras e envelhecimento precoce da pele. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os tumores de pele do tipo não melanoma representam 175 mil dos 600 mil novos casos de câncer estimados para o ano. Somados a eles, mais 6 mil novos casos de melanoma, o tipo mais agressivo dos tumores cutâneos. A exposição acumulativa ao sol, sem proteção, é a principal causa relacionada com a alta incidência de câncer de pele, sobretudo do tipo espinocelular. Neste cenário, o desafio dos especialistas está em orientar a sociedade sobre a importância de a fotoproteção ser adotada não apenas nos dias ensolarados.